quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012




A propósito da caricatura de Bernardino Machado feita em 1928 por Álvaro Canelas da Silva Quilhó, o Dr. Emílio Ricon Peres enviou-me o texto que Aniceto Carmona escreveu sobre este artista:











Retirei a nota biográfica de Álvaro Canelas da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (Vol. V - pg. 721):


Reproduzo a crítica de Aquilino Ribeiro à exposição de Álvaro Canelas nas "Pratas de Arte", em Dezembro de 1932, inserida na "Ilustração" de 1 de Janeiro de 1933:



Reproduzo a capa do catálogo da Exposição no Studio da S.P.N em Abril de 1941 e um sugestivo desenho de 1932 - "A Caminho do Amanhã":


A Cruzada das Mulheres Portuguesas

Do blogue de ontem  - dopresente - do Dr. Amadeu Gonçalves, para quem envio um abraço de gratidão - clicar em http://dopresente.blogspot.com/2012/02/cruzada-das-mulheres-portuguesas-e-o.html para ler o blogue.





A extinção da Imprensa da Universidade pelo "Estado Novo"

Uma carta de Bernardino Machado para Joaquim de Carvalho (retirada do blogue - http://www.joaquimdecarvalho.org/ - com a devida vénia)



"A extinção da Imprensa da Universidade


Pelo decreto-lei de 30 de Junho de 1934, sendo Oliveira Salazar Primeiro-ministro saído da Universidade de Coimbra, a Imprensa foi extinta. Tratou-se de um acto político, inserido numa prática mais vasta de tendência autoritária, destinada a controlar ou neutralizar instituições e pessoas com possibilidades de quebrar a lógica unitária do regime. A Imprensa da Universidade, com operariado progressista e com uma direcção também democrática constituía na época uma poderosa arma política. Após a extinção, parte do seu material foi dado à guarda da Imprensa Nacional de Lisboa, outra parte ficou dispersa, como os prelos. As 37 obras em curso de que dá conta o rol feito no momento da extinção, os múltiplos títulos incluídos nas 11 colecções em aberto e as palavras dos notáveis que expressaram a sua voz, com o insuspeito Alfredo Pimenta a referir no Diário de Notícias a “gloriosa folha de serviços” da Imprensa, mostram a superior actividade e valia da acção desenvolvida por Joaquim de Carvalho como administrador.

Reacções à extinção da Imprensa da Universidade

Por parte do Senado e da Assembleia da Universidade não houve nenhuma reacção firme. Apenas foi produzida uma inócua afirmação de apreço pelo papel desempenhado por Joaquim de Carvalho e de perplexidade por o Reitor João Duarte de Oliveira não ter tido conhecimento prévio da referida medida.

“Falar da extinção da Imprensa da Universidade, secular instituição de criação pombalina, cujo último administrador (de 1921 a 1934/35) foi o republicano histórico, assumidamente demoliberal, Joaquim de Carvalho, é falar de todo o movimento de controlo do Estado Novo sobre as várias instituições e sobre as várias correntes de opinião. O objectivo era criar uma só ideologia, no âmbito do que se chamou, de forma eufemística, a “União Nacional”. Daí que terá de se entender a extinção da Imprensa como uma forma de neutralizar uma instituição com grande produção editorial e impressora, que eventualmente poderia fugir da fiscalização do Estado. Joaquim de Carvalho como bom republicano, pertenceu a organizações características do movimento, nomeadamente a Universidade Livre, criada em 1925, e a Maçonaria [...], defensor de uma moral arreligiosa e sem sanções, baseada no princípio da solidariedade [...]. A Universidade perdera a sua autonomia desde que o reitor não só passara a ser livremente nomeado pelo Governo, mas principalmente na medida em que passara a ser considerado, desde a legislação de 1930, o “representante do Ministro da Instrução Pública perante a Universidade”.

Em 1936 por “ordem de serviço” do Ministro da Educação, de 6 de Novembro, foi suspensa a representação dos estudantes no Senado e na Assembleia Geral da Universidade e, no mesmo mês, foram suspensas as eleições na Associação Académica de Coimbra, tendo sido nomeada a primeira Comissão Administrativa.

O maior cuidado consistiu em assegurara que o edifício da Imprensa se mantivesse na posse da Universidade e que não se extinguisse a acção editorial que a Imprensa vinha assegurando."  -  Do portal da Universidade de Coimbra

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012





Saudações afectuosas para a Dra. Fina D'Armada!, que vai lançar, no próximo dia 17, o seu livro - "Republicanas quase Desconhecidas", no Arquivo Municipal de Paredes de Coura 







ASSOCIAÇÃO DO REGISTO CIVIL
















Uma recordação que me deixou o Senhor Porfírio Cartaxo Abrantes, distinto funcionário dos Hospitais Civis de Lisboa!


Associação do Registo Civil


Associação fundada pela Maçonaria a 5 de Agosto de 1895. Os estatutos foram aprovados em 1899. Estava sedeada na Travessa dos Remolares, 30 – 1º. Em 1911 alterou o nome para Associação Propagadora da Lei do Registo Civil. Esta associação contava no início do século XX com milhares de associados, sendo os mais conhecidos os dois regicidas Manuel dos Reis Buíça e Alfredo Luís da Costa. Pela sua actividade cívica, cultural e benéfica foi considerada benemérita de instrução em 1925 e de utilidade pública em 1926. Promoveu quatro congressos nacionais e um internacional e fundou várias escolas. Em 1938 esta Associação foi administrativamente encerrada e extinta pelas autoridades.

Uma caricatura de Bernardino Machado do jornal humorístico de Stuart de Carvalhaes - A Sátira (1 de Fevereiro de 1911)



                                  

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012


O Dr. Emílio Ricon Peres, a propósito do meu blogue do passado dia 22, em que me referi aos Assobios de Barro e reproduzi o assobio com a imagem de João Franco, esclareceu-me que a peça se encontra no Museu Nacional de Arqueologia, e gentilmente  disponibilizou-me o catálogo - "A República - Etnografia do Quotidiano", editado quando das Comemorações do Centenário da República.
Um apertado abraço de gratidão pelo esclarecimento, e espero que ainda encontre o assobio com a figura de Bernardino Machado!



Bernardino Machado
caricaturado por Álvaro Canelas da Silva Quilhó

A caricatura faz parte do espólio do Museu Bernardino Machado






Para a Rita, com beijinhos e o pedido de ajuda para ficar a conhecer melhor este caricaturista! O pouquíssimo que sei encontrei na Internet no site: http://www.vart.pt/producao/artistas/artistas.php?letra=C
Canelas Quilhó (1901-1954) viveu em Paris. Existe uma colecção no Museu da Figueira da Foz e foi feita uma exposição  retrospectiva em Luanda em 1954.

domingo, 26 de fevereiro de 2012



Para a Paula Lamego, com saudades! Até 28 de Março!
Caricatura de Hipólito Colombo
 Desenho original


sábado, 25 de fevereiro de 2012


Para o Dr. Amadeu Gonçalves, com um apertado abraço!

Uma caricatura de Bernardino Machado, tirada do jornal humorístico monárquico - "Papagaio Real"




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bernardino Machado e a 1ª Grande Guerra


 Bernardino Machado na Escola de Artilharia Pesada de Winchester (Inglaterra), durante a Viagem Presidencial  -  1917



Bernardino Machado  -  "Rui Barbosa"  -  1923  - pg.24 e 25

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O descanço semanal


O Dr. Amadeu Gonçalves, sempre gentil, dedicou-me o seu blogue de ontem,  sobre o "descanço semanal" e com  citações de Bernardino Machado. Um apertado e cordial abraço de gratidão!  -  Clicar em: http://dopresente.blogspot.com/2012/02/o-descanso-semanal.html#comment-form, para ler o blogue "dopresente"

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Assobios de Barro


No blogue de 29 de Setembro de 2009 transcrevi o capítulo - Assobios de Barro, do livro de José Queiroz  - "Da Minha Terra - Figuras Gradas - Impressões de Arte".
Só agora tive conhecimento da existência de um dos assobios de barro, o referente à imagem de João Franco, que reproduzo, num texto da autoria do Doutor António Ventura, que "apanhei" na internet. Gostaria de ter conhecimento da existência dos assobios com as cabeças de Bernardino Machado e Afonso Costa.









Da pg. 71 e 72 do livro de José Queiroz



Assobio com a cabeça de João Franco