sábado, 1 de agosto de 2015







Com a devida vénia e saudações de gratidão reproduzimos da BIBLIOTRÓNICA PORTUGUESA -
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  Nova reedição: Maria, de Bernardino Machado


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Numa altura em que as eleições presidenciais estão na ordem do dia, a Bibliotrónica Portuguesa publica a reedição de um texto autobiográfico de Bernardino Machado, que foi duas vezes eleito presidente da República Portuguesa.

Maria, publicado em 1921, é o testemunho de um pai sobre uma filha muita amada e perdida para a morte. Mas é também o testemunho de uma figura pública do início do século XX sobre a sua intimidade familiar e até sobre a própria consciência (marcada pelo remorso) do (des)equilíbrio entre vida pública e vida privada. Sem deixar de ser uma reflexão de um professor da Universidade de Coimbra, doutorado em Filosofia.

E sendo tudo isto, é ainda um documento para a história da cultura, onde podemos encontrar a idealização da figura feminina no papel de filha, os hábitos da vida privada familiar da classe mais alta e instruída, a história do mundo (o relato na primeira pessoa dos bombardeamentos de Paris pelas tropas alemãs) e a história de uma viagem no início do séc. XX (Paris, Madrid…).

O leitor interessado nestes assuntos ver-se-á servido por um texto onde o domínio da língua portuguesa se mostra com uma mestria e elegância, que são, em si mesmas, um documento cultural.

Mas o livro que agora se reedita é também um documento interessante para a história da edição de originais em Portugal. Estando datado de 1921, foi publicado no período que se estendeu entre a deposição de Bernardino Machado, em 1917, pela revolução sidonista, e a reeleição em 1925 para o mesmo posto de presidente da República. Para Bernardino Machado, não terá sido período de facilidade em fazer aceitar um original para publicação. Especialmente, um texto de natureza privada, familiar, afetiva.

O livro foi impresso em Famalicão, na Tipografia Minerva, de Cruz, Sousa e Barbosa, L.da. Os diversos descuidos na disposição do texto pelas páginas apontam para um trabalho relativamente pobre. O exemplo mais visível são os numerosos intervalos de uma linha entre parágrafos, que as editoras da reedição agora publicada decidiram reproduzir, assim como também a regular marcação de parágrafo com o recuo da primeira linha. Embora a mancha gráfica resulte estranha, como acontece também no livro-fonte, as editoras fizeram bem em conservar esta caraterística do livro-fonte, cuja justificação talvez se encontre no manuscrito entregue para impressão de paradeiro desconhecido (tanto quanto sabemos).

São outros exemplos de pobreza na execução o desalinhamento das manchas gráficas de página ímpar e par, as linhas órfãs, a estreita margem interior… Todo o discurso direto é acomodado no texto sem aberturas de parágrafo nem travessão; um par de aspas sobre a linha bastam à identificação. Quem executou a paginação, no entanto, não era totalmente desprovido de conhecimento na área, uma vez que usa regularmente (mas não sem falhas) o itálico para marcar títulos de obras, sentidos vocabulares desviados e estrangeirismos. Ou talvez estivessem já assim marcados no manuscrito. Em todo o caso, ficamos a saber que, em 1921, ainda se percecionava como estrangeiras palavras que hoje consideramos nossas: raquette de tennis; gripe; vitrines

Mais uma vez, a Bibliotrónica Portuguesa deve um agradecimento ao voluntário da Bibliotrónica Portuguesa – Telmo Fonte – a generosidade com que assegurou a revisão da reedição que agora apresentamos.

 


sexta-feira, 31 de julho de 2015

 
 
 
 
Para o bom amigo Amadeu Gonçalves, estudioso e admirador de Bernardino Machado e colaborador na redação do meu blogue

 

Bernardino Machado e o Ensino Experimental das Ciências

Transcrevo o artigo da Revista Portuguesa de Pedagogia , da autoria de António José F. Leonardo, Décio R. Martins e Carlos Fiolhais (2011) e recordo uma fotografia de meu Pai, Alberto de Sá Marques de Figueiredo, professor de Física no Liceu Camões (Lisboa)



Carlos Fiolhais













 
Liceu Camões
 Professor Alberto de Sá Marques de Figueiredo com os seus discípulos
Fotografia de 1911 ou 1912




Decreto 896 de 26 de Setembro de 1914, referido
no artigo transcrito


 






quinta-feira, 30 de julho de 2015







 
 
 



Bernardino Machado à siada do Parlamento após a posse
 do cargo de Presidente da República - 5 de Outubro de 1915





 

quarta-feira, 29 de julho de 2015

 
 
 
 
 
 
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Depoimento de Bernardino Machado para a publicação "CONSAGRAÇÃO", dedicada a Sebastião de Magalhães Lima (Dezembro de 1904)

 
 
 
 

terça-feira, 28 de julho de 2015




Bernardino Machado na imprensa espanhola






segunda-feira, 27 de julho de 2015


Carmen de Burgos - Colombine


Tenho feito diversas referências ao convívio e relações cordiais entre Carmen de Burgos e Bernardino Machado (como nestes anteriores blogues – clicar aqui e aqui).
Hoje encontrei no jornal "Heraldo de Madrid" de 4 de Março de 1920, um interessante artigo de Colombine - "Mujeres de ahora", onde destaca minha Avó Elzira e a Cruzada das Mulheres Portuguesas.








domingo, 26 de julho de 2015



Do jornal brasileiro de Itu - "República" - de 15 de Junho de 1913

 

 
 
 
 

sábado, 25 de julho de 2015



Portugal e França  -  Bernardino Machado





segunda-feira, 20 de julho de 2015







Recordando escritores e jornalistas espanhóis relacionados com Bernardino Machado  - 
Felix Lorenzo - "Heliofilo"

Correspondência do espólio de Bernardino Machado - Casa Comum  "Fundação Mário Soares"

Reproduções da Hemeroteca da Biblioteca Nacional de España






 

 


Félix Lorenzo

De Wikipedia, la enciclopedia libre
Félix Lorenzo, Heliófilo (Madrid, 1879 - Madrid, 24 de abril de 1933), periodista y editorialista español.

Biografía

Cursó estudios en el Instituto Cardenal Cisneros y en la Universidad Central de Madrid. A los quince años ingresó en la redacción del periódico Justicia. De allí pasó a La Vanguardia, diario de Madrid.
Trabajó después en la Agencia Fabra, para hacer luego el trabajo de editorialista en La Correspondencia de España.
En El Imparcial, entró como redactor jefe, hasta conseguir la dirección de este periódico.
Al fundarse El Sol en 1917, le fue encomendada la dirección. Durante la Dictadura de Primo de Rivera, alcanzó singular popularidad con sus artículos, escritos bajo el seudónimo Heliófilo, en la sección Charlas al Sol. En muchos de estos artículos alababa el clima de Alicante, ciudad en la que pasaba largas temporadas. En 1934 se inauguró a los pies del torreón del Castillo de San Fernando de Alicante un busto en su honor obra del escultor José Samper. Tras la Guerra Civil, en fecha sin determinar, este monumento desapareció, ignorándose su paradero actual.
En los albores de la Segunda República española, 4 de abril de 1931, se encargó del nuevo proyecto periodístico de Nicolás María de Urgoiti, Crisol, Diario de la República. Entre los redactores y colaboradores figuraba, lo más granado del republicanismo de la época: Salvador de Madariaga, los alicantinos Azorín y Rodolfo Llopis, Andrés Martínez de León, Moreno Villa, José Ortega y Gasset, Ramón Pérez de Ayala, Valentín Paz-Andrade, Fernando de los Ríos, Rafael Salazar Alonso, Felipe Sánchez-Román y Gallifa, Luis Bagaría, Américo Castro, y Ramón Gómez de la Serna, entre otros.[1]
A principios de 1932, fundó el periódico Luz, que dirigió hasta su muerte.

Obras 

Charlas al sol. Edit. Dossat. Madrid, 1929