quarta-feira, 20 de Agosto de 2014





Para uma fotobiografia de Bernardino Machado
Fotografias retiradas do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




Festa de inauguração do edifício da Escola de Aplicação da Administração Militar, na Alameda da Linha de Torres, em Lisboa  -  6 de Março de 1926
 
 
 
À dir. de Bernardino Machado, o Ministro da Guerra-Tenente-Coronel José de Mascarenhas, o General Correia Barreto e o Tenente-Coronel Mira Saraiva,
e à esq. o General José Pedro de Lemos, o Almirante Júlio Galis, o Coronel Adriano Beça e Coronel
Vieira da Rocha
A sessão solene
Visita às instalações da Escola
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 19 de Agosto de 2014




Do blogue do Dr. Amadeu Gonçalves - dopresente

A Cruz Vermelha em V. N. de Famalicão (1916)




Fonte:
www.ordens.presidencia.pt
O Presidente da República Bernardino Machado na Câmara Municipal de Lisboa, no seu segundo mandato (1925-1926), coloca a insignia de Grande-Oficial de Cristo na bandeira da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, nas comemorações do 9 de Abril (Fonte, "Diário de Notícias")

Para o Dr. Manuel Sá Marques, mais uma crónica destes tempos conturbados

Aquilo que poderia a segunda festa cívica de solidariedade em V. N. de Famalicão, em tempos de guerra, cuja receita seria em favor da Cruz Vermelha, tal não aconteceu. Houve pelo menos duas tentativas. O primeiro apelo surgiu em 30 de Abril e os famalicenses poderiam ler na seguinte crónica intitulada “Pela Patria” que “agora que por todo o lado se promovem subscrições e festas para o fim humanitário da Cruz Vermelha obter os recursos exigidos pela sua missão de altruísmo”, o autor da crónica, sem identificação, diz que “Famalicão não deve esquecer-se de seguir esse nobre exemplo de patriotismo. / Porque não se processam recursos para um festival no Olímpia, cujo produto reverteria para os feridos em campanha?” No mesmo dia, Manuel Pinto de Sousa, na sua crónica “Trabalhar”faz o mesmo apelo, pedindo “às damas de Famalicão” toda a cooperação para a Cruz Vermelha. Por seu turno, na crónica de 14 de Maio, com o título “Cruz Vermelha”, os famalicenses também vão ler o convite que o “Estrela do Minho”lhe dirige – “criando aqui uma sucursal da Cruz Vermelha, para a qual se promovam também auxílios”. Em 21 de Maio, a comunidade famalicense toma conhecimento que o novo presidente da assembleia-geral da Cruz Vermelha em Portugal é o general Joaquim José Machado, antigo governador de Moçambique e que em 4 de Junho saberá que o secretário da Cruz Vermelha esteve em Famalicão, mais propriamente na Tipografia Minerva, para a publicação de uma monografia, com muitas gravuras elucidativas, para os curativos a fazer aos feridos da guerra, uam espécie de manual de primeiros socorros. A primeira tentativa para a realização de uma festa no Olímpia para angariação de fundos para a Cruz Vermelha, sabem-no os famalicenses em 28 de Maio nos seguintes termos: “Por iniciativa de um grupo de gentis senhoras de Famalicão, está organizando uma comissão da qual fazem parte cavalheiros da maior respeitabilidade da nossa terra, que projecta organizar um espectáculo no Salão Olímpia – generosamente cedido pelo seu proprietário, sem remuneração alguma e cujo produto é destinado à Cruz Vermelha Portuguesa.” Entre os ensaios que entretanto se iam realizando, constando do programa coros de música e uma comédia, tudo executado por senhoras, passando pela criação de uma delegação em Barcelos e pela actividade organizativa e preparação das ambulâncias, os famalicenses sabem (em 18 de Junho) que, entretanto, já tinha partido para Moçambique “o pessoal sanitário para um hospital em Porto Amélia”, até que, em 23 de Julho, tomam conhecimento que o espectáculo já não se realizaria. A explicação é dada nos seguintes termos: “Dificuldades várias fizeram frustrar tão simpática iniciativa, para a qual aquelas senhoras se esforçaram com amor por levar a bom termo tão generoso empreendimento.” A segunda tentativa para uma festa de solidariedade cívica para a Cruz Vermelha em Famalicão, tomam conhecimento os famalicenses em 22 de Outubro com a seguinte notícia, anunciando a fundação da delegação: “Iniciaram-se os ensaios para o espectáculo que proximamente vai realizar-se no Salão Olímpia, em favor da Cruz vermelha, cuja delegação na nossa terra vai ser inaugurada dentro de poucos dias. / Sabemos que o nosso orfeão oferece o mais entusiástico auxílio para este espectáculo, cujo produto, no momento em que atravessamos não pode ter mais belo e oportuno destino.” Se a festa não se vai realizar, desconhecendo-se os motivos, a constituição e a fundação de uma comissão municipal da Cruz Vermelha vai concretizar-se informalmente neste ano. Em 3 de Setembro, no seu editorial, o “Estrela do Minho” dá a conhecer aos famalicenses a criação da futura delegação da Cruz Vermelha em Famalicão, enaltecendo os fins altruístas da mesma instituição. A sessão preparatória realizou-se no salão nobre da Câmara Municipal em 19 de Novembro e a 26 de Novembro, em notícia publicada em 3 de Dezembro, os famalicenses ficam a saber que nessa sessão, presidida por Sousa Fernandes (secretariado por Delfim de Carvalho e António Dias Costa), este afirmou que “expôs à assistência qual o fim altruísta e humanitário da obra admirável da Cruz Vermelha, do socorro bendito que ela vai levar aos feridos da guerra, como ainda em qualquer calamidade pública, em tempo de paz. E de como Famalicão se dignifica secundando a sua obra benéfica toda abnegação e em benefício dos que do auxílio colectivo necessitam.” Os famalicenses ficaram também a saber que se lavrou em acta os trabalhos da sessão, a qual foi assinada por todos os assistentes, tendo sido enviada à sede da Sociedade da Cruz Vermelha, para que esta instituição desse a sua aprovação para a instalação de uma delegação em V. N. de Famalicão. Tal aconteceu em 1917. De salientar, é o facto das receitas do livro de Matias Lima “Pela Pátria”, que o próprio autor então disponibilizou , custando na época 200 réis, e podia ser encontrado na Livraria Lello & Irmão, no Porto, assim como em Famalicão na Casa Gaspar Pinto, terem sido doadas para a Cruz Vermelha Portuguesa.
 
 
 
 

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014





Transcrevemos do blogue dopresente mais uma gentileza do meu bom amigo Amadeu Gonçalves

A Cruzada das Mulheres Portuguesas e o "Estrela do Minho"
 
 


Para o Dr. Manuel Sá Marques, esta pequena história da Cruzada das Mulheres Portuguesas por Vila Nova de Famalicão no ano de 1916

Apesar de não ser constituído um núcleo, ou uma sub-comissão, como assim pretendia a Secretaria-Geral da Grande Comissão, em V. N. de Famalicão, os famalicenses liam em 26 de Março a seguinte notícia, um tanto ou quanto atabalhoada a nível informativo, a propósito da constituição da Cruzada das Mulheres Portugueses, fundada em 27 de Março de 1916, com o título “Patriotismo Feminino”: “Senhoras da alta-roda, muitas de distintas famílias monárquicas, e a esposa do sr. Presidente da República, constituíram-se em comissões para angariar fundos para a Cruz Vermelha, inscrevendo-se como enfermeiras para tratamento de feridos portugueses. / Nobre exemplo é esse que muito honra as senhoras portuguesas e que desejamos seja fecundo de resultados como lição de patriotismo, nesta hora em que todo o auxílio é necessário à Pátria.” De facto, as senhoras não se constituíram em “comissões”, nem pretenderem angariar fundos para a Cruz Vermelha, mas sim, angariar fundos através da Cruzada das Mulheres Portuguesas para ajudar não só os soldados, como igualmente as famílias. Reunidas no Palácio de Belém, na tarde de 27 de Março, com a presença do Presidente da República, a sessão foi presidida por Elzira Machado e secretariada por Isabel Guerra Junqueiro Mesquita de Carvalho e por madame António Macieira. Segundo o“Diário de Notícias”, a 28 de Março, vários foram os objectivos da Cruzada das Mulheres Portuguesas, nomeadamente a constituição de sub-comissões por todo o país, assim como no Brasil e onde existirem colónias portuguesas; que por intermédio da Câmara Municipal de Lisboa se organizasse a cooperação de todas as câmaras municipais; solicitar ao presidente do ministério uma isenção postal para toda a correspondência e centralizar toda a actividade na assistência, por motivo da guerra. A Cruzada das Mulheres Portuguesas foi assim constituída: Presidente, Elzira Machado; Comissão Central, Joana Gomes Galhardo, Esther Norton de Matos, Maria Luísa Braancamp Freire, Ana de Castro Osório, Teresa Teixeira Queirós, Maria Leonor Correia Barreto, Leonilde Vignaut Gomes, Amélia Leote do Rego, Adelaide Menezes Fernandes Costa, Raquel Freire Oliveira Vicente Ferreira, Maria Oliva Aquiles Gonçalves, Joana de Vasconcelos, Etelvina Pereira de Eça, madame António Macieira, Virgínia Sousa Gaspar, Raquel Simas, madame Alfredo da Cunha, Ema Marques da Costa, Angelina Azevedo Gomes Shirley e madame Santos Lucas. Na Cruzada das Mulheres Portuguesas, as sub-comissões funcionaram com a assistência da Secretaria-Geral da Grande Comissão, sendo responsável madame António Macieira. O que é curioso foi nunca ter aparecido na imprensa famalicense e, em especial, no “Estrela do Minho”, um apelo para a constituição da Cruzada das Mulheres Portugueses em V. N. de Famalicão, tal como aconteceu com a Cruz Vermelha Portuguesa, enquanto que a comissão municipal da Junta Patriótica do Norte, por seu turno, foi constituída logo de imediato. A Cruzada das Mulheres Portuguesas seria notícia por mais duas vezes, nomeadamente em 30 de Abril, a propósito da lotaria patriótica, aprovada pelo parlamento em 27 de Abril, e em 23 de Julho, ainda a propósito da mesma lotaria patriótica, com a indicação dos respectivos prémios. Os famalicenses irão ler em 21 de Maio, na crónica de Manuel Pinto de Sousa “Trabalhar” o seguinte:
As mulheres portuguesas estão dando o nobre exemplo de uma cruzada altamente simpática, da qual resulta benéfico auxílio aos soldados portugueses que sejam feridos em campanha e também de socorro às famílias pobres dos soldados mobilizados. / Por todo o país este apelo do belo sexo despertando a maior simpatia em todas as criaturas, para quem não é indiferente o amor pátrio e com ele o relativo conforto aos que pela pátria vão arriscar a vida. / É consolador para todos nós a propaganda que as senhoras estão fazendo desde as grandes cidades aos mais pequenos povoados, para a obtenção de donativos em dinheiro, roupas e pensos para os nossos soldados em campanha, que podemos ser todos nós, que à Pátria devemos a defesa da sua existência. / Nessa obra eminentemente dignificadora, confunde-se num complexo de bondade fraterna todos os credos políticos, para só existirem portugueses dignos desse nome, na santa confraternização que deve ser o apanágio de todos os corações bem formados, dos filhos de uma pátria que quer viver com honra.
 
 
 
 
 

domingo, 17 de Agosto de 2014



 




Retirámos do portal da Torre do Tombo as fotografias da visita a Lisboa, no final de Janeiro de 1926, duma esquadra da marinha de guerra inglesa.



No Palácio de Belém - 19.01.1926 - Bernardino Machado tem à sua dir. o embaixador inglês Mrs. Carnige, o Capitão- Tenente Fernando Branco, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Vasco Borges, e à sua esq. o
Ministro da Marinha, Comandante Pereira da Silva e o Almirante Kelley.
 

 
 


 






 

Os cruzadores ingleses junto ao Posto de Desinfecção




O Ministro da Marinha, Comandante Pereira da Silva, ao entrar a bordo do navio almirante da esquadra - 18.01.1926


O Almirante W. H. Howard Kelley ( comandante da esquadra) saindo da Embaixada Inglesa 16.01.1916


O Almirante Kelley e o Ministro da Marinha - Comandante Pereira da Silva
 

Comandante Glennie e Capitão-Tenente Fernando Branco
 

Excursão de oficiais ingleses a Sintra - 18.01.1926Adicionar legenda
 
 

Visitas a bordo dos navios
 

A  esquadra inglesa largando do Tejo - 21.01.1926

Destróier Westmister






Almoço oficial ao comandante do destróier Westmister no Tavares - 26.01.1926 -
Comandante Glennie, Comandante Pereira da Silva, Imediato
 
 
 
O Ministro da Marinha, Comandante Pereira da SIlva, desembarcando do destróier inglês de regresso das manobras navais - 26.01.1926
 
 

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014











 
Portugal na Grande Guerra
 
No dia 9 de Abril de 1923 foi colocada a primeira pedra do Monumento aos Mortos da Grande Guerra em Lisboa.
Magalhães Lima era então Presidente da Comissão Nacional para a construção do monumento e fez na cerimónia um discurso vibrante!
 
 
 
 
 
Magalhães Lima discursando
 
 
 
 

 
 


 


 


 
 






 
 
Fotografias retiradas do Arquivo Municipal de Lisboa
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 14 de Agosto de 2014



Portugal na Grande Guerra




Para ler os textos, clicar por duas vezes sobre a imagem





quarta-feira, 13 de Agosto de 2014




Para dois amigos queridos, Paula Lamego e Amadeu Gonçalves, as minhas saudades!

Nas pesquisas que vou fazendo, encontrei, no acervo da Torre do Tombo, o Auto da Abertura da Assembleia Nacional Constituinte - em 19 de Junho de 1911