quarta-feira, 12 de dezembro de 2018





Um texto de João de Barros















Do livro "Caminho da Atlantida  -  uma caminhada luzo brazileira"


































terça-feira, 11 de dezembro de 2018








Busto da República
Esta cabeça da República, da autoria de Francisco dos Santos, foi executada para o concurso promovido pela Câmara Municipal de Lisboa em 1910.
Vencedora sobre as propostas de Costa Mota, sobrinho, e de Júlio Vaz (respetivamente premiadas com o 2.º e 3.º prémios), veio, porém, a ser mais tarde preterida pela de Simões de Almeida, sobrinho, quando esta última foi profusamente difundida para fins propangandísticos oficiais em medalhas e moedas.









Em conversa com o DN, o mestre João Cutileiro, que lançou o debate sobre a necessidade de um concurso público para um novo busto do regime, falava dos vícios desse expediente nos tempos que correm. Há cem anos, com a República fresca e viçosa, houve um concurso público para a criação desse símbolo. Ganhou Francisco dos Santos, mas foi a peça de Simões d'Almeida (sobrinho) que pegou de estaca - é esse o símbolo considerado oficial.
"A história do busto de Simões d'Almeida começa em 1908, quando o elenco de republicanos do presidente Braamcamp Freire e o vereador Ventura Terra [o grande arquitecto do Palácio de S. Bento e dos novos liceus de então] lhe fazem uma encomenda para um busto", conta António Valdemar, presidente da Academia Nacional de Belas Artes (ANBA). Simões d'Almeida foi bolseiro da instituição e esteve a estudar em Paris e Roma. "Em 1911, abre-se um concurso público nacional para a criação de um busto da República. Concorrem nove artistas, ganha Francisco dos Santos, outro dos grandes escultores da época, igualmente bolseiro da Academia e que também estudou em Paris e Roma. Simões d'Almeida ficou em segundo com uma peça que partiu da que fez para a câmara, mas que teve de alterar porque o regulamento exigia inéditos", explica.
Depois, bem, o concurso teve um efeito pernicioso. "A peça de Simões d'Almeida criou a matriz e foi difícil à de Francisco Santos impor-se", contextualiza António Valdemar, lembrando que é na sede da ANBA que está a peça original de Simões d'Almeida (a de 1908), em barro. "Estava numa arrecadação e foi restaurada em 2009 pelo artista João Duarte."
Mas há mais razões para que o busto de Simões d'Almeida se tenha sobreposto à ética republicana do concurso público: a exposição inicial. E começou logo pelos primeiros actos públicos oficiais da República. A 6 de Outubro, o novo regime faz um funeral conjunto a duas das figuras da luta contra a monarquia: Miguel Bombarda (1851- 3 Outubro de 1910) e Carlos Cândido dos Reis (o Almirante Reis, 1852 - 4 Outubro de 1910). Os novos símbolos ganham o seu primeiro grande espaço de divulgação em massa. E o busto de Simões d'Almeida é o que é exibido à multidão em apoteose republicana. A juntar a isto, em A Revolução Portugueza, o manifesto de Machado dos Santos, um dos rostos principais da luta republicana, também a peça de Simões d'Almeida teve um grande destaque simbólico.
Por trás desta troca de bustos podem estar várias razões. Sobretudo de gosto, ou sensibilidade. "O de Francisco dos Santos tem um toque mais de Paris, com uma mulher mais elegante. No de Simões d'Almeida, é mais portuguesa, com os seios mais fartos", enquadra António Valdemar. "O busto oficial, de Francisco dos Santos, o mais belo, é capaz de ser o mais esquecido", lembrava, a propósito, uma publicação do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Lusitana, em 1997.
Hoje, a peça de Simões de Almeida é a que figura em todas as reproduções oficiais ou oficiosas, tendo a República começado por perder a cabeça oficial por outra que não mais saiu da cabeça do regime.
1. O busto de Simões d'Almeida (título: Fraternitas) ficou em 2.º no concurso público nacional para a criação de um busto oficial da República.
2. A peça de Francisco dos Santos (5-10-1910) ganhou, mas caiu no esquecimento.










segunda-feira, 10 de dezembro de 2018



Hoje que se comemora a Declaração  Universal dos Direitos Humanos lembro Magalhães Lima e Bernardino Machado, dois paladinos da liberdade, igualdade e fraternidade, e a Liga Portuguesa dos Direitos do Homem.






Assinatura de posse; declarações de Vasco da Gama Fernandes, Presidente da Liga Portuguesa dos Direitos do Homem, refere que os elementos dos corpos gerentes cessantes, foram eleitos em plena clandestinidade, durante a vigência do Estado Novo.
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domingo, 9 de dezembro de 2018

sábado, 8 de dezembro de 2018



Um texto de Teófilo Braga retirado da revista EXILIO




Fotografias do acervo da "Torre do Tombo"



















Texto retirado da "Casa Comum"







Para ler o texto clicar por duas vezes sobre a imagem.









sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Jorge Barradas: Uma poética para a cerâmica

Para o António Valdemar, da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Nacional das Belas Artes, a quem agradeço os ensinamentos que tenho recebido, no agradável convívio que me dispensa.

Jorge Barradas
Duas Caricaturas de Bernardino Machado



Museu Caloust Gulbenkian
Museu Bernardino Machado - Famalicão




Jorge Barradas
Uma poética para a cerâmica










quinta-feira, 6 de dezembro de 2018


Guerra Junqueiro, Oliveira Martins e a República


Grupo dos Cinco, Porto, Phot. União, 1884
Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Antero de Quental,
Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro




Um texto de Flausino Torres






















quarta-feira, 5 de dezembro de 2018




Brito Camacho e o conto de Almada Negreiros - "O Kágado"













Revelou-me o António Valdemar que em conversa com o Almada Negreiros, este lhe afirmou que o conto "O Kágado" se referia a
Brito Camacho. 
No trabalho de Maria Teresa Lopes Coelho de Mascarenhas Saraiva - "Estética do Humor no conto O Kágado, de Almada Negreiros" está escrito: