sexta-feira, 31 de julho de 2009




HEMEROTECA DIGITAL


A Hemeroteca Digital , da Câmara Municipal de Lisboa, acaba de digitalizar a revista "ILUSTRAÇÃO" (1926/1939).
Felicito e envio a minha gratidão.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Bernardino Machado


Correspondência familiar



Meus Pais trocavam correspondência, com frequência, com meus Avós, que, no exílio, iam assim tendo notícias da nossa Família. As saudades e a sua bondade estavam sempre expressas nas cartas.
Três das minhas irmãs chegaram a permanecer por algum tempo junto dos Avós e Tias, em Paris e Beyris.

Conservo recordações e a correspondência desse tempo. Lembro que numa das cartas meu Avô se refere à minha participação na Mocidade Portuguesa.

Quando da fundação desta organização oficial em 1936, frequentava o ensino secundário no Liceu Camões. Meus irmãos mais velhos foram dispensados, pela idade, de se inscreverem na Mocidade Portuguesa, o que não aconteceu comigo, que naquela data tinha 12 anos.
Meu Pai quis esclarecer-se sobre a organização juvenil criada. Marcelo Caetano que era Director dos Serviços de Cultura e Formação Nacionalista da Mocidade, tinha sido aluno de meu pai no Liceu Camões e morava na Rua Fernão Lopes, perto da nossa residência. Recordo ter acompanhado meu Pai na visita que fez a Marcelo Caetano, que lhe teria definido a Mocidade Portuguesa como uma organização patriótica, inspirada no escutismo de Robert Baden-Powell.
Cheguei a ter farda e desfilado ao som do Hino da Mocidade…

Por isso Bernardino Machado escreveu na carta para meu Pai, referindo-se a mim: “Quanto estranho que por vezes nas brincadeiras se torne “excessivo, quase violento”! Nunca o vi assim em La Guardia. Não será talvez efeito da farda? Os ingleses preferem aos exercícios militares os desportos, muitos deles jogos atléticos que foram primitivamente bélicos mas se transformaram em torneios pacíficos de briosa emulação juvenil.”



Para ler as cartas, clicar sobre as imagens

















terça-feira, 28 de julho de 2009





MANIFESTOS POLÍTICOS de Bernardino Machado (1927-1940)



Os Perigos da Ditadura
(Julho de 1933)


"Contra a institucionalização da Ditadura, após ter sido promulgada a Constituição de 1933, escreveu Bernardino Machado novo manifesto onde, uma vez mais, a analisou com profundidade, aduzindo judiciosas comparações de cunho internacional." A. H. de Oliveira Marques

O Estado Novo

Cartaz apelando ao voto na lista única da União Nacional para a Assembleia Nacional





A Constituição de 1933 - A Constituição ditatorial

(Ver os blogues de 13 de Junho e de 26 de Julho)


video

segunda-feira, 27 de julho de 2009




Homenagem pública prestada a Bernardino Machado em 28 de Agosto de 1907




No MUSEU BERNARDINO MACHADO - Famalicão, encontra-se uma PASTA entregue a Bernardino Machado, quando da homenagem pública que lhe foi prestada em Lisboa, para onde veio residir, após o seu pedido de exoneração de lente da Universidade de Coimbra. Faz parte do espólio entregue pela Família Machado Sá Marques, e contem a música e os versos de "A Sementeira", com os autógrafos dos autores, respectivamente Júlio Cardóna e Luís Filipe da Mata. A dedicatória refere: "A harmonia das opiniões do indivíduo com os seus actos constitui o carácter; o acto público em que ele se patenteia, é uma lição de cousas morais. Ao brilhante expositor da lição de 16.IV.1907".











No CD-ROM - "1910 - 5 de Outubro - Implantação da República", coordenado por Alfredo Caldeira e António Reis, que reúne documentos e fotografias, tratados na Fundação Mário Soares, pode ser ouvida a música de "A Sementeira"


domingo, 26 de julho de 2009




Para uma fotobiografia de Bernardino Machado




Como estou a passar uma temporada em Cascais, lembrei-me desta fotografia de meu Avô acompanhado por duas das minhas tias, tirada na Cidadela


Bernardino Machado com duas filhas, Joaquina (à sua direita) e Maria Francisca (à sua esquerda), na Cidadela de Cascais - 1917










Manifestos Políticos de Bernardino Machado (1927-1940)



Quando da propaganda desencadeada pelo governo ditatorial para se votar, em 1932, a "Nova Constituição", Bernardino Machado redigiu o manifesto - "O Projecto de Constituição Ditatorial", que digitalizamos do opúsculo original.
"A seguir a "O Acto Colonial da Ditadura", foi este, porventura, o mais importante
de quantos manifestos Bernardino Machado dirigiu ao País. Nele procurou analisar, nas sua linhas gerais, e até em alguns pormenores, o projecto de Constituição, tornado público, ao mesmo tempo que dissertava sobre filosofia política e tecia as habituais considerações históricas." A.H.de Oliveira Marques


Cartazes de propaganda do governo ditatorial, apelando à votação na nova Constituição