segunda-feira, 10 de agosto de 2009



O 5 de Outubro de 1910

Durante a Revolução de Outubro funcionou no edifício das cocheiras do Palácio dos Condes de Sabrosa, na Rotunda, um Hospital de Sangue. Em 1911 foi inaugurada uma lápide comemorativa, numa cerimónia a que presidiu Bernardino Machado, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Provisório.


domingo, 9 de agosto de 2009


Os Manifestos Políticos de Bernardino Machado
redigidos no exílio (1927-1940)



Continuamos a digitalizar os originais dos manifestos escritos por Bernardino Machado no seu segundo exílio.

"Por 1930 e sobretudo 1931 começava a falar-se no termo oficial da Ditadura e sua substituição por uma ordem nova. O "Estado Novo" era um tema de conversas e de discussões sem fim. A propósito dessa constitucionalidade futura, Bernardino Machado, em nome dos exilados e representando, afinal, a grande maioria dos oposicionistas, reagiu com o seguinte manifesto" - A.H. de Oliveira Marques





Fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa



































sexta-feira, 7 de agosto de 2009





Bernardino Machado e o ensino dos cegos e surdos-mudos



Para a Dra. Manuela Muñoz Cardoso


Quando, há um certo tempo, fui obrigado a socorrer-me dos cuidados médicos do Hospital de Santa Cruz, tive o agradável prazer de conhecer a Dra. Manuela Muñoz Cardoso, distinta técnica de saúde daquele estabelecimento hospitalar, e bisneta do professor Paul Renée Anicet Fusillier. Lembrámos os nossos antepassados e trocámos recordações. Fiquei, então, a saber as estreitas relações entre ambos; meu Avô foi padrinho do casamento de Anicet Fusillier com a Senhora D. Maria Leopoldina Ferreira Cidade, em 1893, quando era Ministro das Obras Públicas. Depois do falecimento do professor Fusillier, em África, no ano de 1899, a sua Viúva e filha Hermínia, continuaram a conviver com meus avós e filhos, e quando da ida para o Brasil, em 1912, meus avós entregaram o governo da casa na Rua Ponta Delgada à sua Amiga Maria Leopoldina.
Encontrei, então, ao consultar a correspondência de minha Mãe, fotografias e muitos postais de sua Amiga Herminia.
Todos estes factos levaram-me a conhecer a notável actividade de Anicet Fusillier no apoio e assistência aos surdos-mudos e tudo o que se fez no periodo em que Bernardino Machado ocupou a pasta do Ministério das Obras Públicas, em 1893.


Do livro de meu tio António - "Bernardino Machado - Memórias", transcrevemos os seguintes parágrafos do capítulo - "O Ministério de 1893".
"Bernardino Machado reuniu, então, em volta de si um escol de trabalhadores, de professores e técnicos, que o ajudaram a levar a bom termo as suas iniciativas ministeriais. Sabia escolher os colaboradores e punha sempre em destaque os seus serviços e talentos, e, por isso, eles lhe eram extremamente devotados.
Entre os professores do ensino técnico lembramo-nos particularmente de dois italianos, de mestre Cristofaneti e do bom e simpático Ianz, que, com o bondoso Aniceto Fusilier, tanta diabrura nos aturou."...
"O carinho por todos os desprotegidos da sorte levou meu pai a interessar-se também, já nessa altura, pelo ensino dos surdos-mudos e dos cegos. Por isso, eram habitués da nossa residência em Belém o professor francês Aniceto Fusilier, a quem já aludimos, e o Dr. Mascaró, inventor dum novo processo para leitura de cegos e videntes, como pitorescamente dizia."...
"Outro personagem que recordamos é Lobo de Miranda, o cego, cuja nomeação para professor primário foi devida à intervenção de meu pai, que reconhecera as suas excepcionais faculdades de inteligência."...






Bernardino Machado com Herminia Fusillier



Na casa da Cruz Quebrada, em 1911, minha mãe (Rita), Herminia Fusillier e minha tia Elzira Machado; na janela meu tio Bernardino.


Fotografia oferecida a meus pais, depois do seu casamento, por minha tia Jerónima, Herminia Fusillier, e minha tias Joaquina e Maria.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009








Correspondência familiar


A correspondência trocada entre Bernardino Machado e os seus familiares é muito numerosa. Nas suas viagens raramente deixava de enviar notas e postais a seus filhos.


terça-feira, 4 de agosto de 2009



COLÓQUIOS ANUAIS REALIZADOS NO MUSEU BERNARDINO MACHADO
"Os Encontros de Outono"

Para o Lino da Silva, leitor assíduo e Amigo querido.






No COLÓQUIO de Novembro de 1998, que teve como tema - "Bernardino Machado, o Homem, o Cientista, o Político e o Pedagogo", D. Manuel Clemente proferiu a conferência - "Bernardino Machado e a questão religiosa do seu tempo", que foi inserida no volume referente a este Colóquio, e no livro "Igreja e Sociedade Portuguesa do Liberalismo à República".

















D.Manuel Clemente - Bispo do Porto







Para ler, clicar sobre as imagens







































segunda-feira, 3 de agosto de 2009


Bernardino Machado presidiu, em 6 de Fevereiro de 1926, na Sociedade de Geografia de Lisboa, à sessão solene comemorativa do 4º aniversário da eleição do Papa Pio XI



sábado, 1 de agosto de 2009

CORRESPONDÊNCIA FAMILIAR de BERNARDINO MACHADO




Cerca de três meses após a eclosão da segunda Grande Guerra, Bernardino Machado encontrava-se em Biarritz, hospedado no Hotel Emília. Uma das últimas cartas escritas durante o exílio para meu Pai tem a data de 4 de Dezembro de 1939. Nela se refere à Declaração de Tours, dos republicanos portugueses emigrados em França.





A Declaração dos Emigrados, que Bernardino Machado refere na carta, vem transcrita no livro de Oliveira Marques - "Manifestos Políticos (1927-1940)".