sábado, 25 de março de 2017





Julgamento de Alexandre Vieira

Recordar Fidelino de Figueiredo  -  7

"O Caso da Biblioteca Nacional"



















Documentação encontrada nos portais da Casa Comum e Torre do Tombo





Fidelino de Figueiredo no domicílio
após ter sido agredido



Diário de Lisboa
23 de Junho de 1927






Uma reportagem








Carta de Afonso Lopes Vieira para Alexandre Vieira relativa a conflito ocorrido entre Fidelino de Figueiredo, director da Biblioteca Nacional, e os operários gráficos, de que resultou a prisão de Alexandre Vieira e outros colegas.
 Quarta, 30 de Março de 1927



 
entre Fidelino de Figueiredo, director da Biblioteca Nacional 





sexta-feira, 24 de março de 2017





Recordar Fidelino de Figueiredo  -  6










Genealogia de Fidelino de Figueiredo

Geneall | Portal de Genealogia


Joaquim José de Sousa Figueiredo

Pais

Casamentos

Filhos
Filhos do casamento 1
 Joana Maria da Silva
Filhos do casamento 2
 Dulce Elisa Lobo da Costa

Notas biográficas
§  Tenente-Coronel da Arma de Infantaria
§  Oficial da Ordem da Torre e Espada
§  Cavaleiro da Ordem de S. Bento de Aviz
§  Medalha Militar de Prata de Comportamento Exemplar


quinta-feira, 23 de março de 2017




Recordar Fidelino de Figueiredo  -  5

Com um apertado abraço de gratidão para o caríssimo António Valdemar










Fidelino de Figueiredo fez parte do júri do Prémio de Imprensa de 1932 que foi atribuído ao livro "Páscoa Feliz" de José Rodrigues Migueis.


Da esq. para a dir.:
 Gustavo de Matos Sequeira, Ferreira de Castro, Manuel Ribeiro,
Alfredo Cunha, Fidelino de Figueiredo, Norberto Araújo







Fidelino de Figueiredo discursando no descerramento de uma lápide no Montepio Geral. no dia 14 de Dezembro de 1933.




No dia 23 de Abril de 1934 faz uma conferência no Instituto Espanhol.




Na Academia das Ciências de Lisboa quando da visita do Dr. Américo de Castro - 16 de Maio de 1935 - Na fotografia: - João da Silva Correia, Afonso D'Ornelas, Henrique de Campos Ferreira Lima, Queiroz Veloso, José Leite de Vasconcelos, Américo de Castro, Ramirez Montezinhos, Júlio Dantas, Francisco António Correia, Fidelino de Figueiredo, Pedro José Cunha








quarta-feira, 22 de março de 2017




 Fidelino de Figueiredo ao embarcar para o degredo
em Angola
1 de Novembro de 1927
(Do espólio da Torre do Tombo)

Recordar Fidelino de Figueiredo  -  4

"um espírito político com notória incapacidade política" (Fidelino de Figueiredo)









Do livro editado em 1989 pela Biblioteca Nacional - "FIDELINO de FIGUEIREDO", transcrevemos da colaboração de José da Costa Miranda - "Memória de Fidelino de Figueiredo", o seguinte texto:
{Os anos de 1910 a 1927 quiseram as circunstanciais que tivessem sido, na vida de Fidelino de Figueiredo, os únicos de sua directa e intensa participação na vida portuguesa. A este propósito evidencie-se a sua brilhante actividade no ensino secundário, como professor de liceu e assessor do Ministério da Instrução Pública; sua competente actuação na reforma e na modernização da Biblioteca Nacional de Lisboa (v. "Como dirigi a Biblioteca Nacional", 1919) e, por fim, sua notável acção no movimento de reforma da historiografia portuguesa, particularmente no campo da filosofia da história, onde desde logo se impôs com a obra "O espírito histórico", 1910, e no campo da história literária, especialidade a que deu o máximo do seu trabalho e que projectou o seu nome no plano internacional. (v. "A crise literária em Portugal: da Renascença à actualidade", 1910; "A crítica literária como ciência", 1912; "História da literatura romântica", 1913; "Características da literatura portuguesa",1914; "História da literatura realista", 1914; "História da literatura clássica", 1917-1924; "História da literatura portuguesa, manual escolar", 1918. Ainda neste particular não se pode deixar de por em evidência a acção de Fidelino de Figueiredo na Sociedade Portuguesa de Estudos Históricos (1911-1928), de que foi um dos fundadores e secretário e para a qual escreveu os estatutos, e especialmente sua direcção.
Em 12 de Agosto de 1927, acusado de conspirar contra o governo, Fidelino de Figueiredo foi preso. Sobre o episódio, suas razóes, seus objectivos e responsabilidades pessoais, deu minuciosas explicações, numa entrevista que a censura não permitiu que se publicasse, mas que felizmente, se conservou entre os seus papeis. Sendo "um espírito político com notória incapacidade política"(disse-o de si mesmo), Fidelino de Figueiredo pensou que, interrompida, com a revolução  de 28 de Maio de 1926, a primeira agitada experiência republicana portuguesa, era chegada "a hora de constituir uma doutrina em torno de um homem ou de um bloco de homens". Passados poucos dias da eclosão do movimento de 28 de Maio, em um folheto manifesto ("O pensamento político do exército"), Fidelino de Figueiredo, filho de ilustre militar e amigo de militares de alta patente, procurou interpretar o modo como importante facção das forças armadas pensava intervir no momento político que Portugal vivia. Passado um ano, isto é, em Agosto de 1927, certo que essa intervenção dar-se-ia sob o comando do oficial da marinha Filomeno da Câmara deu, a um incipiente movimento militar, a sua colaboração; mas o movimento, pelo recuo dos militares, abortou e, no dia 12 de Agosto, Fidelino de Figueiredo era  preso como autor intelectual de uma tentativa de contra-revolução, logo apelidada, por detractores, de a "Revolução dos Fi-Fis" (Filomeno e Fidelino). Processado e condenado ao degredo na África, em 11 de Novembro do mesmo ano, seguia para Angola, onde esteve apenas poucos dias, necessários à preparação da sua fuga, que se fez via Santo António do Zaire, onde pòde alcançar um navio francês, com o qual chegou a Bordeus, viajando em seguida para Madrid. As peripécias dessa fuga relatou-as, mais tarde, num dos capítulos do "Coleccionador de angústias" - "Lisboa a Madrid através de Angola".
Contratado como redactor do prestigioso jornal madrileno "El Debate" (v. artigos reunidos nas obras "Viagem através de Espanha literária", 1918, e "Notas para um idearium português", 1929) e como professor de língua e literatura portuguesa da Universidade Central de Madrid, dois anos viveu em Espanha, concentrado sobretudo no estudo da história e da literatura espanhola, área em que veio a ser também uma autoridade. 
Em 1929, amnistiado, pôde voltar a Portugal e, desencantado ante os rumos da política portuguesa, expressou o julgamento dessa realidade na obra de carácter metafórico, que classificou como "quase novela", "Uma viagem à Fobolândia" (1929).
O profundo desgosto decorrente do episódio político vivido em 1927 e o desencanto da vida profissional e intelectual no que chamou "o pequeno pátio lusitano" levou Fidelino de Figueiredo a imprimir novos rumos à sua actividade de professor e escritor. Nesse sentido deixou definitivamente o ensino local e se dedicou a cursos e conferências em Portugal e no estrangeiro.]  

A revolução dos Fi-Fis:







A revista "Portugalia" (1925/6) criada por Fidelino de Figueiredo:









terça-feira, 21 de março de 2017





Recordar Fidelino de Figueiredo  -  3



Quando ainda era estudante foi fundador  do
 -  Centro Democrático Académico de Lisboa: na sede na rua dos Remolares, , 30, 1º, realizou-se, em 4 de Novembro de 1909, a eleição dos novos corpos dirigentes deste centro. Foram eleitos:
Direcção: Ernesto Roma, Miguel Abreu, Júlio Pereira da Costa, Gastão Messier; substitutos: Luís Pacheco, António Pinto Teixeira, Álvaro Fernandes, Eurico Nogueira e Maximiano Alves. 
Comissão de propaganda: efectivos: Manuel Bravo, Dagoberto Guedes Machado Cruz, Marques da Silva e Simões Torres; Substitutos: Silva Nobre, Rodrigues de Moura, Fidelino de Figueiredo, Augusto Vilas e Antero Machado.


"Na primeira semana de Fevereiro de 1909 constitui-se, em Lisboa, mais um centro aglutinador de estudantes republicanos, o Centro Democrático Académico, que se arvora a missão de ser uma espécie de consciência crítica do Partido Republicano Português. Quanto ao problema da educação, o Centro «interessar-se-á e procurará interessar a sociedade portuguesa, especialmente a sua elite intelectual, por todos os problemas pedagógicos de indispensável solução entre nós, como sejam a refundição do ensino politécnico e médico, a criação duma Faculdade de Letras e de uma Escola Normal de Ensino Superior, a instituição em Lisboa de uma Escola de Direito, baseada na orientação moderna dos estudos sociais e jurídicos e absolutamente independente da Escola de Coimbra» H . O facto de o Centro Democrático Académico de Lisboa ter decidido pela sua não filiação no Partido Republicano Português, alegando critérios de «honestidade política», na medida em que se pretende reservar «o direito de livre apreciação e crítica» é sintomático de uma atmosfera onde a unanimidade ideológica se vai rarefazendo, acaso alguma vez tenha verdadeiramente existido» Isto é, se a ideia de república como negação da ideia de monarquia não está em causa, já se vai tornando mais problemático reunir um perfeito consenso quando se colocam na mesa questões que exigem uma definição rigorosa dos conceitos e uma corajosa assunção dos compromissos históricos." In Ana M. Caiado Boavida, Tópicos sobre a Prática Política dos Estudantes Republicanos (1890-1931), Limites e Condicionantes do Movimento Estudantil, Análise Social, vol. XIX, 1983.



Já no início do regime republicano aderiu ao Sidonismo, tendo sido Director da Biblioteca Nacional e deputado durante a "Nova República".