domingo, 21 de fevereiro de 2016
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Entre
inventaire et propagande : les destructions du patrimoine en Picardie vues
par la Section photographique et cinématographique de l’armée (SPCA)
Titre
|
Figure 41
|
Légende
|
Ham
(Somme), visite du président de la République portugaise au château.
|
Crédits
|
Phot.
Brissy, Édouard. © ECPAD. 11 octobre 1917. Réf. SPA 78 D 4953.
|
URL
|
|
Fichier
|
image/jpeg,
592k
|
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
| Carlos Henrique da Silva Maia Pinto e Alfredo Djalma Martins de Azevedo Deputados à Assembleia Constituinte de 1911 |
Recordando Carlos Maia Pinto - 2
Do Diário de João Chagas - 1918
O Governo de Carlos Maia Pinto
Do Portal de José Adelino Maltez
Governo nº 85 (desde 5 de Novembro de 1921) Carlos Henriques da Silva Maia Pinto (41 dias). Já é um gabinete semi-outubrista, mobilizando tanto populares como dissidentes democráticos. Manuel Maria Coelho demitira-se para evitar uma intervenção militar estrangeira, dados que vários governos europeus temiam a hipótese de uma revolução bolchevista em Portugal.
- Na presidência e no interior, Carlos Henrique da Silva Maia Pinto (1886-1932). Na justiça, Vasco Guedes de Vasconcelos. Nas finanças, Francisco Xavier Peres Trancoso. Na guerra, João Evangelista Pinto de Magalhães, desde 14 de Novembro. Na marinha, João Manuel de Carvalho. Nos negócios estrangeiros, Alberto da Veiga Simões. No comércio, Vasco Borges. Nas colónias, Tomás Fernandes. Na instrução pública, o professor de liceu Francisco Alberto da Costa Cabral. No trabalho, Torres Garcia (não toma posse), tendo interinamente assumido a pasta Francisco Xavier Peres Trancoso. Na agricultura, Antão Fernandes de Carvalho (transita do anterior gabinete).
Governo de Maia Pinto |
De 5 de Novembro a 16 de Dezembro de 1921
|
29º governo republicano
15º governo pós-sidonista
2º governo outubrista[1]
|
41 dias
|
·Presidente, Carlos Henrique da Silva Maia Pinto, acumula com o interior.
·Na justiça e cultos, Vasco Guedes de Vasconcelos;
·Nas finanças, Francisco Xavier Peres Trancoso;
·Na guerra, João Evangelista Pinto de Magalhães, desde 14 de Novembro.
·Na marinha, João Manuel de Carvalho. Voltará a tal pasta no governo de Cunha Leal, de 16 de Dezembro de 1921 a 6 de Fevereiro de 1922.
·Nos negócios estrangeiros, Alberto da Veiga Simões;
·No comércio e comunicações, Vasco Borges. Foi ministro da instrução de António Maria Baptista/ Ramos Preto (8 de Março a 26 de Junho de 1920; também interino dos estrangeiros de 30 de Abril a 26 de Junho). Será ministro do trabalho de António Maria da Silva (de 6 de Fevereiro de 1922 a 30 de Novembro de 1922); e do comércio também de António Maria da Silva (de 30 de Novembro a 7 de Dezembro de 1922); dos negócios estrangeiros, de Domingos Pereira (de 1 de Agosto a 17 de Dezembro de 1925); ministro dos estrangeiros de António Maria da Silva (de 17 de Dezembro de 1925 a 30 de Maio de 1926). Apoiará o 28 de Maio e colaborará com Salazar.
·Nas colónias, Tomás Fernandes.
·Na instrução pública, o professor de liceu Francisco Alberto da Costa Cabral. Será ministro do trabalho de Domingos Pereira em 1925.
·No trabalho, Torres Garcia (não tomou posse), tendo interinamente assumido a pasta Francisco Xavier Peres Trancoso.
·Na agricultura, Antão Fernandes de Carvalho (transita do anterior gabinete).
|
Novembro de 1921
·Governo tem um cariz semi-outubrista, mobilizando militantes partidários populares e dissidentes democráticos. Maia Pinto, filiado nos democráticos, tinha sido ministro das colónias no governo de Coelho.
·Em 6 de Novembro, dissolução parlamentar, sendo marcadas eleições para 11 de Dezembro, depois de consulta aos partidos.
- Descarrilamento criminoso do comboio Correio do Sul provoca sete mortos, em 9 de Novembro.
- Maia Pinto reúne-se com a imprensa em 10 de Novembro e pede acalmação dos espíritos.
- Decreto de 23 de Novembro admite no quadro permanente do Exército os milicianos louvados, condecorados ou feridos em campanha, bem como aqueles que combateram a monarquia[2].
- Em 27 de Novembro divulga-se um acordo estabelecido numa reunião ocorrida no dia 22, entre liberais, democráticos e alvaristas, onde se estabelece o princípio da não colaboração com os governos outubristas, defendendo-se o saneamento das finanças e a harmonia entre o capital e o trabalho.
Dezembro de 1921
- Por decreto de 5 de Dezembro, as eleições eram já adiadas para 8 de Janeiro.
- Em 11 de Dezembro, José Domingues dos Santos em entrevista diz odiar todas as ditaduras, da esquerda e da direita, sugerindo ao Presidente da República que convoque o parlamento dissolvido para Coimbra ou para o Porto.
- Imediata oposição dos reconstituintes em A Vanguarda: os partidos não podem pôr em causa a legitimidade do adiamento desde que o aceitaram antes dele ser decretado.
- Em 13 de Dezembro, governo comunica que apresentou demissão. Nesse mesmo dia António José de Almeida convida Cunha Leal que tem o apoio do outubristas Camilo de Oliveira.
- Também em 13 de Dezembro, os dissidentes democráticos de Domingos Pereira regressam ao partido.
|
![]() |
| O Governo presidido por Carlos Maia Pinto à saída da residência do Presidente da República António José de Almeida |
![]() |
| O Chefe do Governo. Maia Pinto, visita o Governo Civil |
![]() |
| Ilustração Portuguesa 3 de Dezembro de 1921 |
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
![]() |
| Carlos Maia Pinto - Secretário Geral da Presidência à esquerda do Presidente Bernardino Machado |
Recordando Carlos Maia Pinto
Da Wikipedia:
Carlos Henrique da Silva Maia Pinto (Porto, 5 de Junho de 1866 — Foz do Douro, 2 de Novembro de 1932 , mais conhecido por Carlos Maia Pinto ou apenas Maia Pinto, foi um oficial de Artilharia do Exército Português e político republicano do período da Primeira República Portuguesa que, entre outras funções de relevo, exerceu os cargos de deputado à Assembleia Nacional Constituinte de 1911, governador civil de Viana do Castelo (1914), ministro das Colónias (1921) e presidente do Ministério (primeiro-ministro), acumulando com a pasta de ministro do Interior (1921).
Biografia
Nasceu no Porto, filho de Henrique Pinto, juiz da Relação do Porto, e de Carolina Amélia da Silva Maia Pinto. Depois de ter frequentado os estudos secundário no Liceu do Porto, frequentou os estudos preparatórios na Escola Politécnica de Lisboa e ingressou na Escola do Exército em 1886, na qual se formou como oficial de Artilharia no ano de 1892.
Ainda aluno da Escola do Exército já se revelara defensor dos ideais republicanos, participando activamente nas iniciativas da Liga Patriótica do Norte e nas manifestações nacionais de repúdio À cedência portuguesa às exigências do ultimato britânico de Janeiro de 1890.
Já oficial no activo, colocado em unidades militares do Norte de Portugal, entre 1894 e 1897 tomou parte em diversas conjuras fracassadas contra o regime da Monarquia Constitucional Portuguesa que se tentaram organizar naquela região na sequência da Revolta de 31 de Janeiro de 1891. Paralelamente colaborou com diversos periódicos republicanos, com destaque para O Povo, de Viana do Castelo, onde publicou violentos artigos antimonárquicos assinados com as iniciais M. P., mas cuja autoria lhe era já publicamente atribuída. Paralelamente, desenvolveu uma importante acção de propaganda republicana no interior dos quartéis por onde andou, secundado por outros oficiais e por sargentos e praças que com ele alinhavam.
Criou no Regimento de Artilharia n.º 5 um núcleo republicano que após a implantação da República Portuguesa foi instrumental para suster, sob o comando de Carlos da Maia Pinto, uma das tentativas de contra-ofensiva monárquica a partir do Norte.
Nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte que se realizaram em 1911, Carlos Maia Pinto foi eleito deputado, tendo participado nos trabalhos que levaram à aprovação da Constituição Portuguesa de 1911.
Entre 21 de Março e 5 de Setembro de 1914 exerceu as funções de governador civil do Distrito de Viana do Castelo .
No posto de tenente-coronel foi integrado no Corpo Expedicionário Português enviado para França no decurso da Primeira Guerra Mundial, tendo aí comandado uma bataria integrada com forças inglesas e francesas.
Mantendo-se sempre na ala mais radical do movimento republicano, na sequência da "Noite Sangrenta" de 19 de Outubro de 1921, Maia Pinto, então com o posto de coronel, foi convidado para integrar o governo presidido pelo também coronel Manuel Maria Coelho, para a pasta de ministro das Colónias, mas não chegou a tomar posse. O governo então formado foi efémero, durando apenas 18 dias, tendo pedido a sua demissão a 3 de Novembro. Com a queda do executivo, coube a Maia Pinto assumir as funções de chefe do novo executivo que tomou posse a 5 de Novembro.
Novamente a instabilidade política, e em particular as repercussões do assassinado de Machado Santos, António Granjo e outros republicanos ocorrida na "Noite Sangrenta", que retiravam qualquer resquício de legitimidade ao governo, provocou uma rápida erosão da sua base de apoio e Maia Pinto foi obrigado a demitir-se a 16 de Dezembro, apenas 40 dias depois de ter tomado posse.
Já na situação de reserva e a viver no Porto, em 1925 foi detido por participar num comité de apoio à Revolta de 19 de Julho de 1925, uma tentativa de sublevação com o intento de derrubar o Parlamento e forçar novas eleições, liderada por José Mendes Cabeçadas e Jaime Baptista.
Casou com Maria Helena Monteiro Malheiro Dias Maia Pinto. Um dos filhos do casal, Manuel Malheiro Dias Maia Pinto, foi escritor, filósofo e pintor, que dirigiu o jornal Princípio, da Renascença Portuguesa (1930) em conjunto com Álvaro Ribeiro e Adolfo Casais Monteiro. Nele colaboraram, entre outros, Agostinho da Silva, José Régio e Delfim Santos.
O Governo de Maia Pinto
| Precedido por Manuel Ferreira da Rocha | Ministro das Colónias(não empossado)1921 (XXXII Governo Republicano) | Sucedido porJosé Eduardo de Carvalho Crato (não empossado)Manuel Maria Coelho (interino)Carlos Maia Pinto(de facto) |
| Precedido porManuel Ferreira da Rocha (de facto)Carlos Maia Pinto(não empossado)José Eduardo de Carvalho Crato (não empossado)Manuel Maria Coelho (interino) | Ministro das Colónias 1921 (XXXII Governo Republicano) | Sucedido por Tomás Fernandes |
| Precedido por Manuel Maria Coelho | Presidente do Ministério de Portugal 1921 (XXXIII Governo Republicano) | Sucedido por Francisco Cunha Leal |
| Precedido por Manuel Maria Coelho | Ministro do Interior 1921 (XXXIII Governo Republicano) | Sucedido por Francisco Cunha Leal |
| Precedido por José Cortês dos Santos | Ministro da Guerra(interino)1921 (XXXIII Governo Republicano) | Sucedido por João Pinto de Magalhães |
| Dicionário de Maçonaria Portuguesa Oliveira Marques |
![]() |
| "As Constituintes de 1911 e os seus Deputados" |
| Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira |
Do espólio de Bernardino Machado (Casa Comum):
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Portugal na Grande Guerra
Quarta-feira, 13 de Dezembro de 1916
Revolta militar encabeçada por Machado Santos
Encabeçando forças militares que aguardavam o embarque para o teatro de operações em França, Machado Santos sai de Tomar em direcção a Abrantes. Seria preso no dia seguinte e levado para bordo do "Vasco da Gama". A insubordinação militar verificou-se também na Figueira da Foz e em Castelo Branco. A ideia era cercar Lisboa, a partir de Tomar. Publica-se um falso número do "Diário do Governo", com a demissão do Ministério e a nomeação de um outro, da presidência de Machado dos Santos. O estado de sítio é declarado. O motim fez atrasar o embarque do Corpo Expedicionário Português para França e originou a substituição dos oficiais implicados no levantamento. Em consequência o CEP perdeu três comandantes de Brigada e dois Coronéis que passaram à reserva
Afonso, Aniceto e Carlos de Matos Gomes, (2010), "Portugal e a Grande Guerra, 1914 - 1918", Lisboa, 1ª ed., QUIDNOVI, (ISBN:978-989-628-183-0)
Henriques, Mendo Castro e António Rosas Leitão, (2001), "La Lys - 1918 - Os Soldados Desconhecidos", 1ª ed., Prefácio. (ISBN:972-8563-49-3)
Subscrever:
Mensagens (Atom)













































