terça-feira, 15 de fevereiro de 2011



Uma amável oferta!
Vamos conhecendo as publicações ultimamente editadas e referentes à implantação da República nas diversas regiões do país. Muitas vezes por indicação de amigos e interessados pela História de Portugal.
Ontem tive a satisfação de conhecer pessoalmente o Senhor Professor Engenheiro João Azevedo, do Instituto Superior Técnico, que amavelmente me ofereceu o livro de Paulo Torres Bento - "Da Monarquia à República no concelho de Caminha".
Bem-haja Senhor Professor!







A propósito da PEÇA DA SEMANA do Museu Bernardino Machado, transcrevemos o relato da sessão de inauguração do Centro Republicano Bernardino Machado do Porto, retirado do jornal "A Vanguarda", do dia 8 de Março de 1909. A sessão foi presidida por José Nunes da Ponte, secretariado por Maria Marques Guedes e Zulmira Moraes Costa.
Voltamos a publicar as palavras proferidas por Bernardino Machado nessa sessão, retiradas do seu livro "Pela República- 2º volume - 1098/1909".
Encontrámos nos blogues "Guitarra de Coimbra (Parte I)" e "Os meus Selos Personalizados", referências a José Nunes Ponte, que achámos interessante reproduzir, com a devida vénia.


O relato da sessão no jornal "A Vanguarda"



A intervenção de Bernardino Machado





Do blogue - "Guitarra de Coimbra (Parte I)"





"Retrato do Dr. José Nunes da Ponte, nascido na Vila da Ribeira Grande, Ilha de S. Miguel, em 1849, falecido na cidade do Porto no ano de 1924. Diplomado pela Faculdade de Medicina da UC em 1879, Nunes da Ponte domiciliou-se no Porto, cidade onde exerceu medicina e foi presidente da câmara municipal. Republicano activo, desempenhou papel de vulto na divulgação dos ideais republicanos na cidade do Porto até à Revolução de 1910.
Nunes da Ponte poetava nas horas vagas. Assinou a letra que nas décadas de 1880-1890 se cantava no popularizado FADO DO LEÇA (Amor é sonho que mata). Pouco ou nada se sabe sobre as origens deste fado recolhido em solfa e publicado no "Cancioneiro de Muzicas Populares", por César das Neves em finais de oitocentos. Tinop elenca-o e data-o de 1872. Alberto Pimentel não diz quem seja o autor, associando abusivamente o título à Praia de Leça da Palmeira. A letra só começou a ser cantada na melodia do "Fado do Leça" mais tardiamente.
De acordo com o resultado das pesquisas encetadas em equipa com José Anjos de Carvalho, somos de opinião que a melodia original tinha a designação de FADO DO LESSA (sic), em alusão directa ao seu autor (versão Tinop, 1903), e não FADO DE LEÇA DA PALMEIRA como pretendia Alberto Pimentel (1904). Tudo indica que o autor desta composição foi Eduardo Pereira Baptista Leça, nascido no Porto em 1811, com óbito atestado em Lisboa no ano de 1890.
Eduardo Leça fez estudos incompletos de Medicina em Edimburgo. A partir de 1834 trabalhou como funcionário público, com grandes ligações ao estabelecimento da rede geral de correios. Não sabemos se o "Fado do Leça" foi primeiramente composto em Lisboa ou no Porto. O que é inegável é que esta composição conheceu enorme popularidade nos meios fadísticos e guitarrísticos portuenses em finais do século XIX."


Do blogue - Os meus Selos Personalizados" - 19 de Novembro de 2010


"José Nunes da Ponte (1849 - 1924 )
O 3º selo da série da CM Ribeira Grande, emitido em 4 de Outubro, foi dedicado a José Nunes da Ponte, uma figura de grande importância durante a República no Continente. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Coimbra, tendo exercido a profissão no Porto onde chegou também a ser Presidente da Câmara."


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011




Museu Bernardino Machado
A Peça da Semana



Mensagem do Centro Republicano "Dr. Bernardino Machado"


Características: Pasta em seda vermelha, pintada à mão, com fitas de seda vermelhas e verdes.No interior pergaminho manuscrito, com capitais desenhados. Saudação a Bernardino Machado e justificação da escolha do seu nome para o Centro Republicano.

Data: Porto, 7 de Março 1909

Dimensões: 37 cm x 28 cm

N.º inv.: 918




domingo, 13 de fevereiro de 2011



Caricatura retirada, com a devida vénia, do blogue "Garfadas - on line".
Está exposta na Galeria Republicana - Museu Machado de Castro - Exposição Ver a República - Coimbra.

http://garfadasonline.blogspot.com/2011/02/farturas-10-reis.html



"A caricatura política foi durante a República uma arma poderosa, utilizada em inúmeros jornais e revistas tendo levado à associação dos humoristas em grupos, como o Grupo Humorístico de Coimbra e à exposição conjuntas das suas obras. O 1º salão dos Humoristas portugueses realizado em 1912 teve mesmo a presença dos visados, hábito que se viria a perder-se nos anos seguintes.
O cartaz mencionado, intitulado “Farturas a 10 réis”, visa quatro republicanos: Afonso Costa, Bernardino Machado, António José de Almeida e Brito Camacho (1) e é da autoria de Álvaro da Fonseca"...
(1) Informação fornecida por Filipa Heitor do Museu da Ciência de Coimbra.

sábado, 12 de fevereiro de 2011





O governo de 1893 de Hintz Ribeiro


Da revista "O Ocidente" de 11 de março de 1893



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011





As declarações de Bernardino Machado ao diário "A Capital" sobre a demissão do Governo de 1914













Estas declarações estão transcritas no livro - "Bernardino Machado" - de Oliveira Marques



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011



Fotografia tirada pela Rita no Museu de Etnologia do Porto





quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011



Bernardino Machado em Cascais, onde foi assistir às festas organizadas pelo Centro Republicano Almirante Reis para a fundação duma escola na freguesia de Birre.

Para o Lino, com um apertado abraço



Da Ilustração Portuguesa, nº 286, de 14 de Agosto de 1911

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011



A propaganda republicana e muitas das realizações para a concretização da República, no distrito de Viseu, como por exemplo o Centro Republicano de Viseu e o Instituto liberal de Instrução e Recreio, contaram com a importante actuação de Carlos de Lemos e sua mulher Beatriz Paes Pinheiro de Lemos, os dois professores liceais. Aliás, Beatriz de Lemos trabalhou como sócia da Liga Portuguesa da Paz e da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, e ambos colaboraram em diversos jornais da época. O Dicionário no Feminino tem o perfil biográfico de Beatriz de Lemos traçado pelo Dr. João Esteves.
Tem-se desenvolvido muito as investigações, e são já inúmeros os estudos editados, que revelam como as ideias republicanas estavam muito divulgadas em todo o país, contrariamente ao que alguns historiadores vinham afirmando.
Nesta difusão do ideário republicano foi muito intensa a actividade de Bernardino Machado, que tinha a ajudá-lo a sua afectividade. Encontra-se expressa na dedicatória que punha nos seus trabalhos impressos, e gostaríamos de dar como exemplo, as palavras que escreveu no folheto - "A Academia de Coimbra" - oferecido a Carlos de Lemos.






segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011



Os almoços de 2ª feira no Pátio Alfacinha!

Hoje o Dr. Ricon Peres trouxe-me um livro raro, que não conhecia, com as "Memórias para a história do novo regímen", de Rocha Martins.

São agradáveis os almoços de 2ª feira, sempre com um belo convívio!


A Rita e o Dr Emílio Ricon Peres com as preciosidades bibliográficas que hoje trazia!






Museu Bernardino Machado - A Peça da Semana





Salvé! República Portuguesa. Ao ilustre democrata
Placa em prata de homenagem a Bernardino Machado

Características: Placa em prata gravada em baixo relevo, rodeada de folhas de louro artificiais.
Dimensões: 29 cm x 24 cm
N.º inv.: 220
Doação: Família Sá Marques


domingo, 6 de fevereiro de 2011



A Biblioteca de Bernardino Machado

Na correspondência de Bernardino Machado encontramos várias referências à sua biblioteca.
Pelo que meus Pais referiam, a sua biblioteca recolhia uma enorme quantidade de livros, arrumados na sua casa de Celas (Quinta dos Sardões). Nos primeiros anos da década de 90, teve nessa catalogação a ajuda do estudioso de literatura medieval, Alfonso Hincker, que se encontrava em Coimbra. Este investigador, que colaborou com Carolina Michaelis e Leite Vasconcelos, foi sócio correspondente do Instituto de Coimbra, tendo publicado vários trabalhos na revista "Instituto".
Quando Bernardino Machado foi morar para a Cruz Quebrada a biblioteca ficou arrumada num anexo, junto à residência. Foi uma pena esta biblioteca ter-se dispersado...




De Julho a Agosto de 1902, Bernardino Machado esteve em Zurich para acompanhar o filho Miguel, que ai se encontrava a estudar, e tinha adoecido com provável apendicite. Escrevia para Coimbra quase todos os dias, encontrando-se essa correspondência depositada no Museu de Famalicão. Digitalizámos a carta de 8 de Agosto , em que refere a ida ao teatro, onde actuava "o grande actor francês Coquelin". .."Que pena não estarem cá! A segunda peça - a 1ª foi o "Le Gendre de M. Poirier", que aí têm entre os meus livros, na secção de Literatura, peçam-na ao Hincker - a 2ª, de M.me Émile Girardin, La joie fait peur, foi tão bem representada que nos fez a todos chorar até às lágrimas. É uma família que julga o filho morto, mergulhada na mais profunda dor, e senão quando ele aparece-lhe salvo e são. O Coquelin representa o antigo criado de família, a quem, como no Fr. Luís de Sousa, nunca foi possível acreditar na morte do amo. E depois tudo é preparar a mãe para a alegria da boa nova. Muitíssimo bem escrita, e tudo o que há de mais tocante. Há bocados que bem se vê que só podiam ser obra de mulher, pelo que são de termos."




Trabalhos de Alfonso Hincker publicados no "Instituto":



Texto de Leite de Vasconcelos no "Instituto",onde refere a colaboração com Hincker:



Os livros a que Bernardino Machado se refere na carta publicada:


(Imagens retiradas da Internet)






Madame Émile de Girardin (Delphyne Gay)


Nº. de 17 de Janeiro de 1903 da revista "L'Assiette au Beurre", com caricatura de Coquelin de Leal da Câmara