quarta-feira, 24 de junho de 2015
Para a Rita, que descobriu a fotografia que reproduzo, com beijos do Pai, e para o António Valdemar, um admirador de João Chagas, com apertados abraços!
"Guerre 1914-1918. "Le président de la République portugaise à Paris", le le 23 octobre 1917. De gauche à droite, au premier plan : M. Soarès, ministre des Affaires étrangères, M. Joao Chagas, ministre du Portugal à Paris, Mr Bernadino Machado, Mme Joao Chagas et M. Affonso Costa, président du Conseil. Photographie parue dans le journal "Excelsior" du mercredi 24 octobre 1917.© Excelsior – L'Equipe / Roger-Viollet "
terça-feira, 23 de junho de 2015
A Rita chamou-me a atenção para o blogue:
15 de Agosto de 2013
Quando Bernardino era Bernard
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| Henri Manuel, Bernardino
Machado,França, sem data imagem obtida aqui |
Bernardino Machado
foi presidente da República Portuguesa por duas vezes, e a sua figura única é
quase um ícone da conturbada primeira república, imediatamente
reconhecível.
De forma perfeitamente acidental deparei-me com esta imagem
na colecção digitalizada do Musée
français de la Photographie, disponível online. Pelos dados
veiculados pela instituição, sabemos ser uma fotografia do parisiense Henry
Manuel, um fotógrafo que manteve uma longa relação profissional com o governo
francês. Não é indicada data, mas terá sido feita muito provavelmente em 1917,
aquando da deslocação de Bernardino ao país para visitar as tropas do Corpo
Expedicionário Português, envolvidas então nos combates das trincheiras da
primeira guerra mundial.Outra surpresa, e desta vez divertida na sua natureza, é observar o nome com que o presidente português é registado. Se o adágio diz "Em Roma, sê romano", adaptando um pouco ficamos com um "Em França, levas com um nome francês". Assim, e para a posteridade, aqui temos o momento em que Bernardino foi Bernard, président du Portugal.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Com a devida vénia transcrevemos de:
Bernardino Machado, um Presidente português nascido no Brasil
Bernardino Machado é o único Presidente português nascido fora do território nacional. Mais precisamente no Rio de Janeiro, onde nasceu a 28 de Março de 1851 e morreu, em Famalicão, no dia 29 de Abril de 1944, aos 93 anos.
Filho do Barão de Joane, António Luís Machado Guimarães, viveu a infância com a família no Rio de Janeiro. Regressado a Portugal, aos 9 anos, o jovem Bernardino Machado ingressou, na juventude, na Universidade de Coimbra, em 1866, evidenciando-se no Curso de Matemática e tornando-se professor catedrático nesta Instituição.
Além da notável e precoce carreira académica, Bernardino Machado tinha uma intensa actividade cívica e política. Era maçon e foi Presidente do Grande Oriente Lusitano, entre 1895 e 1899, foi deputado ainda durante a Monarquia no partido Regenerador e no partido republicano, e era amigo de grandes vultos do pensamento republicano como Jaime Cortesão, António Sérgio, Aquilino Ribeiro ou Raul Proença.
Não espanta nada, pois, que desempenha-se funções importantes na República portuguesa, instaurada no 5 de Outubro de 1910 – foi Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1910 e 1911 e primeiro embaixador de Portugal no Brasil, em 1913. Também foi Presidente da República em duas ocasiões – de 6 de Agosto de 1915 até 5 de Dezembro de 1917, quando Sidónio País, à frente de uma Junta Militar o destituiu, e de 1925 a 1926 sendo, curiosamente, afastado do poder por outro movimento reaccionário – o 28 de Maio que precipitou a Ditadura Militar e, anos mais tarde, o Estado Novo de António de Oliveira Salazar.
Homem de inegável talento e inteligência, Bernardino Machado personifica uma geração republicana de extraordinárias figuras, cujos ideais foram traídos pelo advento dos fascismos e totalitarismos vários que se propagaram pela Europa, nas primeiras décadas do século XX. E é, por motivos óbvios, um Presidente da República ligado, umbilicalmente, ao Brasil e à relação luso-brasileira.
Rui Marques
sábado, 20 de junho de 2015
Para a Rita com beijos do Pai
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| Rua António Maria Cardoso |
Bernardino Machado quando foi eleito deputado pelo Partido Regenerador em Janeiro de 1883, veio residir para Lisboa, para a então Rua do Tesouro Velho, actualmente a Rua António Maria Cardoso.
"A Rua António Maria Cardoso chamava-se antigamente Rua do Tesouro Velho, tendo recebido o nome actual por deliberação camarária e edital de 6 de Fevereiro de 1890. Homenageia António Maria Cardoso, explorador que fez a travessia do Niassa com Paiva de Andrada e Victor Cordon, explorando também as terras de Mussila. O arruamento é partilhado entre as freguesias da Encarnação e dos Mártires" (Toponímia de Lisboa)
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| Elzira Dantas Machado com seu primeiro filho António Luís ao colo 1883 |
Aí nasceram os primeiros filhos de minha Avó Elzira - António, Miguel e Bernardina.
Meus Avós casaram em 19 de Janeiro de 1882 e o Tio António nasceu a 30 de Janeiro de 1883, tinha a Avó 18 anos.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
quinta-feira, 18 de junho de 2015
O SIDONISMO - 3
Após o golpe militar sidonista, Bernardino Machado esteve em Madrid, hospedado no "Palace Hotel", de 16 de Dezembro de 1917 a 14 de Janeiro de 1918.
O último volume das Obras Completas de Bernardino Machado, agora editado, transcreve da imprensa espanhola as entrevistas e declarações efectuadas durante essa estada.
O jornal "Heraldo de Madrid" do dia 16 de Dezembro traz a entrevista redigida por Carmen de Burgos (Colombine) quando da sua visita ao hotel.
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| Carmen de Burgos ao lado de Miguel de Unamuno num banquete em honra do escritor oferecido pela "Compañía Ibero-Americana de Publicaciones". - Revista de la Raza - 23 de Maio de 1930 |
Já anteriormente tinha dedicado um blogue ás relações de amizade entre Bernardino Machado e Carmen de Burbos - clicar aqui
Proclamação de Bernardino Machado entregue ao jornalista do jornal madrileno "El Sol" (17.12.1917)
quarta-feira, 17 de junho de 2015
O SIDONISMO - 2
O meu bom Amigo António Valdemar chamou-me a atenção para o autor do texto, que ontem reproduzi, "Portugal - El Hotel" do jornal "El Dia", o escritor espanhol Ramon Gómez de la Serna.
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| Ramon Gómez de la Serna numa caricatura do pintor galego Álvaro Cebreiro |
É referido no Volume VII da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira
Durante poucos anos (na década de 20) Gómez de la Serna residiu no Estoril, com sua companheira sentimental Carmen de Burgos (Colombine), numa vivenda onde reunia artistas e escritores numa tertúlia que chamava "Vendaval".
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| Gómez de la Serna no chalet do Estoril |
Colaborou na revista "Contemporânea"
Quando em 1927 Almada Negreiros esteve em Madrid foi acolhido por Gómez de la Serna na sua tertúlia "Pombo".
Ramon Gómez de la Serna faleceu em Buenos Aires no dia 12 de Janeiro de 1963. António Valdemar redigiu nessa altura uma nota para o Diário de Notícias.
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