terça-feira, 17 de abril de 2012





Para o Miguel e a Rita



Tres antepassados! Tres amantes da Liberdade, da Independência, da Tolerância e da Justiça!



                                                                             

                                                         Bernardino Machado                    




Venceslau Joaquim Moreira da Silva
Bernardino Machado
Luís Gabriel Moreira da Silva

O vosso Bisavô materno - Luís Gabriel Moreira da Silva - foi um republicano muito querido em Santo Tirso. Durante a Ditadura e o Estado Novo personificou, naquele concelho, a oposição ao regime. Vossa Avó Guilhermina Vitória recordava sempre a sua participação no grandioso cortejo que acompanhou a urna de Bernardino Machado até ao cemitério de Famalicão. No período que se seguiu ao final da 2ª Grande Guerra, apoiou as candidaturas da oposição para a Presidência da República. Seu Pai - Venceslau Joaquim Moreira da Silva - foi um dos Bravos do Mindelo, um dos combatentes do Exército Libertador de D. Pedro. Leiam as bonitas páginas escritas por vosso  Bisavô paterno Bernardino Machado de reconhecimento e homenagem aos combatentes do 9 de Julho de 1832! 

Monumento aos Bravos do Mindelo














Documentos do espólio de Luis Gabriel Moreira da Silva:







Manoel Serras foi deputado durante a 1ª República e  secretário particular do Presidente da República António José de Almeida







  



domingo, 15 de abril de 2012

 
                                                                                        Monumento a João Penha em Braga

JOÃO PENHA









Texto retirado do livro "A Universidade de Coimbra", de Bernardino Machado



                                             



sábado, 14 de abril de 2012




JOÃO PENHA

Uma carta para Bernardino Machado












Quando Bernardino Machado editou o folheto  "Instrução Pública - Discurso Parlamentar - Imprensa Nacional - 1890", com o seu discurso proferido em 16 de Julho de 1890, como Par do Reino eleito pelo Colégio Científico, enviou um dos exemplares a João Penha, que se manifestou em carta enviada da Póvoa do Varzim onde então veraneava.




                                 Meu caro Bernardino
Ha livros para ler; ha livros para ver, e ha livros para ter. Assim, quasi do mesmo modo, ha discursos para ouvir e ler. O seu pertence a esta ultima classe. É um trabalho que me honra, porque nos honra a todos. O Bernardino, porém, foi atrozmente cruel para com o ministro Arroyo: chama-lhe ignorante e creança. Ignorante a um ministro da Instrução Pública! Creança, a um individuo que (sem malicia) já se põe, isto é, qui pose! Por accaso o Bernardino adoptaria como divisa o Amicus Plato sed magio amicus veritas?
                       Abraça-o sempre o
                                                  Seu amigo
P.do Varzim,30               
                                                                         J. Penha


"Amigo de Platão mas de preferência amigo da verdade"




 
 1ª edição - 1890

 2ª edição - 1891


O discurso foi posterirmente editado no livro "O Ensino" - 1898

 
Exemplar oferecido a João Penha com dedicatória de Bernardino Machado






sexta-feira, 13 de abril de 2012





 
A Maternidade Alfredo da Costa

Gostava que a Rita, leitura assídua deste blogue, soubesse que foi Bernardino Machado, no 35º Ministério - 9º do VI Mandato Presidencial de António José de Almeida (2 de Março de 1921 a 22 de Maio de 1921), em que ocupava as pastas de Presidente do Ministério e do Interior, quem nomeou a Comissão para a Construção da Maternidade Alfredo da Costa, constituida por Augusto Monjardino, Sebastião Cabral da Costa Sacadura e Miguel Ventura Terra.








"Cuentos para mis nietos" - o livro de Elzira Dantas Machado, na tradução em espanhol  de Martha Esperanza de Echandía, foi agora lançado na Colombia





 Elzira Dantas Machado

Martha Esperanza Ramos de Echandía




No passado dia 21 de Março, no "Salon Bolivar Club de Abogados" de Bogotá, foi apresentado o livro "Cuentos para mis nietos", a tradução em espanhol da obra escrita por Elzira Dantas Machado, numa cerimónia muito concorrida,  presidida pelo Embaixador de Portugal na Colombia, Augusto Saraiva Peixoto. que tinha a acompanha-lo o Presidente da Academia Colombiana de História, Enrique Gaviria Lievano e o Jurista Otto Morales Benitez, que fizeram a apresentação do livro, e a Dra. Martha Esperanza Ramos de Echandía.


Da esq. para a dir. - Enrique Gaviria Lievano, Martha Esperanza Ramos de Echandía, Augusto José  Saraiva Peixoto e Otto Morales Benitez


Foi lida a seguinte mensagem de gratidão da Família Machado:

Sr. Embaixador de Portugal em Bogotá, Augusto José Pestana Saraiva Peixoto, que aceitou presidir à apresentação do livro “Cuentos para mis nietos”
Sr. Presidente de la Academia Columbiana de História, Enrique Gaviria Lievano
Sr. Embaixador Otto Morales Benitez

Somos dos poucos netos, ainda vivos, de Elzira Dantas Machado, a autora do livro de que hoje se irá aqui falar e que, em hora propícia, por uma conjugação benigna dos astros, a Dra. Martha Esperanza Ramos de Echandia empreendeu traduzir para a língua espanhola. É invocando essa qualidade que nos cumpre destacar o significado que atribuímos a este ato de apresentação. A D. Elzira Machado foi uma senhora de grande relevância na sociedade portuguesa, como esposa do Presidente da República Bernardino Machado e como patrocinadora de instituições que tiveram por finalidade promover o papel da mulher na sociedade do seu tempo. Por vocação própria e na senda de uma das preocupações maiores de seu marido, que deixou a Portugal uma obra proeminente no domínio da educação, também ela assumiu a importância que no seio das famílias representava a transmissão pedagógica dos valores éticos e republicanos, para uso e proveito dos membros mais novos do amplo agregado que os seus descendentes, já na altura, constituíam. Gostava de se ver amorosamente rodeada pelos netos, aos quais ensinava a arte subtil da convivência e da fraternidade, prendendo-lhes a atenção através do relato de pequenos episódios ou de breves histórias, sempre eivados de um conceito incito de ordem moral. É sobretudo nesse registo que o seu livro se reveste de uma qualidade que o recuo das épocas não esmoreceu. Foi seguramente, entre outros, o atributo que a Dra. Martha Esperanza Ramos de Echandia encontrou nos escritos da nossa avó e muito grato nos é reconhecer que a sua mensagem continua a ter, tantas gerações volvidas, um intrínseco poder de sedução, capaz de conquistar o interesse de uma tão sensível e hábil tradutora. É com o maior reconhecimento que registamos quanto esta edição de um livro, que no plano afectivo nos remete para as amenas recordações da nossa infância, nos apraz. Alguns dos nossos antecedentes tiveram raízes sul americanas de que muito nos orgulhamos. A apresentação deste livro num país tão fascinante como a Colômbia tem de algum modo o sentido metafórico de uma união que sempre viveu no âmago dos nossos espíritos. A família de Elzira Dantas Machado, por nós representada, reitera a Martha Esperanza o seu profundo agradecimento e não quer perder o ensejo para lhe dizer até que ponto o trabalho a que deitou mão nos impressionou pela qualidade da escrita, pela subtileza como verteu para a língua de Cervantes o texto português e pela afectuosidade que lhe dedicou. Aos distintos senhores que presidem a este acto e à respectiva assistência que nele participa apresentamos também, totalmente rendidos, o nosso comovido bem-haja.

Manuel Machado Sá Marques
Aquilino Ribeiro Machado



quinta-feira, 12 de abril de 2012





Hoje foi um bom dia! Fui lembrado por Amigos queridos!

O João Paulo reiniciou o seu blogue - Sem freio - clicar aqui - e assim cumpre a promessa feita... Um apertado abraço de gratidão!

"12 de Abril de 2012
Regresso
Caros Amigos,
Após um silêncio, indirectamente forçado, regressámos ao convívio com os nossos leitores.
Deve-se à vontade de nos mantermos a expressar a nossa opinião e à promessa feita, há algum tempo atrás, a um venerável e Querido Amigo, igualmente autor de um importante BLOG de referência histórica, do qual mantemos link neste nosso humilde espaço.
Sobre Portugal optamos por nada dizer, pois as palavras que poderiamos escrever seriam sempre desanimadoras, uma vez que não se pode encontrar fuga face às continuas tentativas de cercear e liquidar os Direitos obtidos nos últimos séculos, pelos portugueses.
O Direito ao trabalho e à legitima retribuição.
O Direito ao sustento, pelo trabalho, da Família.
O Direito à Educação.
O Direito à Saúde.
Enfim, o inalienável Direito à Liberdade, que se consubstância na premissa de procura de um melhor futuro para os filhos e de sermos geridos, enquanto sociedade, por aqueles que de entre nós deveriam ser os melhores na gestão da coisa pública.
Infelizmente vivemos tempos de uma sociedade em transformação para uma sociedade comercial, gerida por fanáticos do capitalismo ultra liberal.
O que a classe política se esqueceu é que uma sociedade não é uma empresa. O acto de arrecadar impostos aos seus cidadãos não tem como objectivo a manutenção de uma vida de luxo e privilégio à classe dirigente, mas deve resultar na criação de condições objectivas de diminuição das imparidades económicas e sociais e no estabelecimento de condições estruturais para o avanço civilizacional do páís.
A isto chama-se o Contrato Social.
A nossa classe política, tem optado pela indiscrimada cobrança fiscal por forma a manter os privilégios de anónimos grupos de financeiros e da sua própria manutenção nas esferas do poder, que se traduz na actividade política para a vida, com acesso indiscriminado mas alternado, a luxos e reformas milionárias.
A História de Portugal está recheada de exemplos de boa " governança " e de momentos de convulsão social, que deverão ser suficientes para quem os saiba entender!
Sem freio."








Um abraço cordial para o Dr. Amadeu Gonçalves, que hoje, no seu blogue - dopresente , revela factos passados em Famalicão - "jose casimiro da silva, bernardino machado, afonso costa, entre outros, em famalicão: memórias" -  clicar aqui.  Obrigado pela dedicatória!


  






Do portal da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão  - clique aqui
O Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, tem patente até 31 de Maio, a exposição documental “25 de Abril”, organizada pela Biblioteca-Museu República e Resistência, sob a coordenação de João Mário Mascarenhas e com a coordenação científica de António Reis. Constituída por 23 painéis que relatam a história do dia 25 e de todo o processo revolucionário que se lhe seguiu, entre o 25 de Abril até à realização das eleições de 1976 e à aprovação da Constituição, retém, a mesma exposição, os percursos dos protagonistas, a dinâmica do movimento popular, a política, a sociedade e a cultura de uma época que define o Portugal de hoje, moderno, democrático e europeu.
Entre as várias temáticas da exposição destaque para “O Marcelismo e a Crise do Regime Totalitário”; “O MFA e o Derrube do Regime Totalitário”; “O Processo Revolucionário”; “Do 25 de Abril ao 11 de Março”; “Transformações Económicas e Mudanças Sociais” e “Que Ruturas na Cultura e Mentalidades”, entre muitos outros temas.
A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira das 10h00 às 17h30 e aos sábados e domingos das 14h30 às 17h30. A entrada é livre.





quarta-feira, 11 de abril de 2012



Para a Maria Lucília Estanco Louro, que lecionou História no Liceu Pedro Nunes, durante décadas! Recordando seu irmão António Manuel,  meu saudoso e fraternal Amigo, um entusiasta e emérito filatelista.





Meu Pai com o António Manuel (1955)



A propósito do centenário da proclamação da República, os CTT Correios de Portugal, fizeram emissões de selos que deram a conhecer os "Símbolos da República", o "Ideário Republicano", as "Mulheres da República", os "Bustos da República" e a "Assembleia da República". Tais emissões encontram~se reunidas numa histórica carteira temática de selos.