segunda-feira, 13 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Do blogue do Dr. Amadeu Gonçalves - http://www.litfil.blogspot.com/ -
Feira do Artesanato e Gastronomia em Vila Nova de Famalicão
sábado, 11 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Bernardino Machado presidiu como Chefe de Estado à sessão solene, realizada na Sociedade de Geografia de Lisboa, comemorativa do 4º aniversário da eleição do Papa Pio XI - 6 de Fevereiro de 1926.
Esteve presente no banquete oferecido pelo Núncio Apostólico ao Governo e ao Corpo Diplomático de Lisboa, no dia 12 d o mesmo mês.
O Papa Pio XI (1857/1939) publicou a encíclica Quadragesimo anno, motivada pela grande depressão surgida nos finais da década de 20, e para comemorar os quarenta anos da saída da encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII.
Monumento a Pio XI - Palazzo Lateranense - Roma, da autoria do escultor Canonica Pietro
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Hoje o Programa "Bom dia Portugal" emitiu a entrevista feita ao neto de Bernardino Machado - Manuel Machado Sá Marques e à neta de Manuel de Arriaga - Maria Teresa Arriaga
http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Recordacoes-dos-netos-de-Bernardino-MachadoeManuelArriaga.rtp&headline=20&visual=9&article=373276&tm=4
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
José Lopes de Oliveira

Lopes de Oliveira (1881/1971) licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, assistindo às aulas de Bernardino Machado. Apesar da cadeira de Antropologia pertencer à Faculdade de Filosofia Natural, era frequente os alunos de outras faculdades conviverem com Bernardino Machado.
Posteriormente tornaram estreitas as relações entre ambos, tendo Lopes de Oliveira secretariado Bernardino Machado na primeira presidência da República. Pouco tempo após a sua licenciatura, Lopes de Oliveira escreveu, em 1902, o folheto intitulado - "Intelectuais - I - Bernardino Machado"

Bernardino Machado na Aula de Antropologia
Para leitura dos textos clicar por duas vezes sobre a imagem
sábado, 4 de setembro de 2010
Bernardino Machado e o Sidonismo
Na gare de Entre-Campos, Bernardino Machado dirige-se para o combóio que o levará para o primeiro exílio - Da Ilustração Portuguesa
Para o estudo dos acontecimentos ocorridos durante o golpe de estado de Dezembro de 1917 e suas consequências, é importante a leitura de:
1) - "No Exílio", livro publicado por Bernardino Machado, em 1923;
2) - A "Agenda" que se encontra arquivada na Fundação Mário Soares (Espólio da Família Machado Sá Marques) - Arquivo & Biblioteca Online - Pastas 07017.001.001 e 07017.001.002.
Prmeiras páginas da "Agenda"
Últimas páginas da "Agenda"
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Com a devida vénia, transcrevemos o blogue "literatura&filosofia" - www.litfil.blogspot.com , de 1 de Setembro de 2010:
"Os dois últimos artigos que saíram no jornal Público sobre a República, a saber, o primeiro de Joaquim Pintassilgo com o título Analfabetismo e Educação Popular (P2 de 31 de Agosto de 2010), e o segundo de Maria Alice Samara intitulado À Espera da Nova Aurora (1 Setembro de 2010), não colocando em causa os méritos dos respectivos investigadores, e reconhecendo que nem tudo pode ser dito em duas páginas, há, contudo, dois aspectos a salientar que defraudam a tentativa de abarcar a ideia republicana. Sem pretender ser republicano, mas um simples descobridor da mentalidade republicana, podemos desbravar o seguinte: no primeiro caso, não devendo ser propriamente ignorância, diga-se assim de passagem, ao citar António Sérgio e a projecção da Escola Nova em Portugal, esqueceu-se, possivelmente, inadvertidamente, de Bernardino Machado, um dos primeiros propugnadores da nova corrente educacional. Aliás, quem nos diz isso mesmo é Rogério Fernandes, para o qual Machado tem afinidades com a respectiva escola. É impressionante como Bernardino Machado ainda continua, nos dias de hoje, pelo menos em termos pedagógicos, completamente esquecido! Salva-se o Museu, com o seu próprio nome, e tutelado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, aliando-se às respectivas comemorações nacionais do centenário da República em Portugal, tem publicado as obras de Machado (coordenadas pelo Prof. Dr. Norberto Cunha e coordenador científico do mesmo museu) prevendo-se brevemente o tomo III da obra pedagógica e o tomo I da obra política, com muitas surpresas. Colocarei aqui uma breve interpretação de Rogério Fernandes sobre o pensamento pedagógico de Bernardino Machado. O segundo caso, para espanto meu, deve-se ao facto da investigadora nem sequer ter referido a Lei do Descanso Semanal, que tanta polémica deu após a sua promulgação. Em Vila Nova de Famalicão, as petições da Associação Comercial e Industrial ao governo provisorio republicano, são um caso concreto, envolvendo-se esta instituição em polémicas constantes com os patrões, ou estes exigindo o que pretendiam! E as greves começarem logo praticamente em Novembro, não foi preciso chegar a 1911, conforme a investigadora anuncia no seu texto! Salvou-me hoje, para ficar mais bem dispostinho, este livro infantil dedicado há República, publicado por uma editora famalicense, a Húmus, do sr. Rui Magalhães. Há sempre assim estas surpresas agradáveis...

"Considerando a instrução como o alicerce das nacionalidades, defendia o desenvolvimento do ensino oficial em ordem à defesa das instituições e ideias democráticas, à moralidade geral e ao fomento económico. O ensino popular primário seria a base do edifício, através da instruçao intelectual e da instrução manual, cujo valor formativo salientava. Os «estudos profissionais», o «ensino do trabalho» principiariam na escola primária. O «trabalho manual» manter-se-ia, de resto, no plano de estudos até ao ensino superior. O curso secundário teria de ser acompanhado de um «tirocínio oficinal» e ninguém poderia aspirar ao ingresso numa Faculdade ou Escola Superior se não fosse «mestre em alguma profissão». Entre o chamado «ensino preparatório» para a Universidade (ou «burguês») e o ensino profissional não poderia existir uma separação completa. O objectivo fundamental de Bernardino, ao advogar este sistema, radica explicitamente nso imperativos do desenvolvimento económico, ou seja, em termos de investimento. / À escola primária elementar preconizava Bernardino que se seguisse o ensino profissional, para aqueles que não ingressassem nos liceus. O ensino profissional médio e superior figuram igualmente nos seus escritos, não tendo alcançado, todavia, desenvolvimento doutrinal apreciável. Quanto ao ensino liceal, advogava que possuísse uma ampla base cultural e científica, sem cunho profissional mas voltado para a realidade. / Às Universidades atribuía uma função de vanguarda, assim no plano político como no científico e humanístico. A ligação entre as preocupações da Universidade e os problemas reais da Sociedade, identificando o estudo com o trabalho e introduzindo nas tarefas universitárias a noção de serviço, era um dos requisitos da sua modernização. / O ensino da liberdade, outra das missões universidades prescritas, pressupunha a eliminação dos métodos «catedráticos»: o ensino deveria representar um convite à autonomia espiritual, ao espírito crítico. / Outro aspecto relevante na obra de Bernardino Machado, até agora minimizado ou ignorado pelos seus críticos, é o interesse que manifestou pelas questões de pedagogia e pesicologia. As suas Notas de um Pai, a despeito de algumas páginas desprovidas de alcance teorético, representam um primeiro tentame de observação directa do comportamento psicológico da criança tal como aconselhava Claparède. É esta, aliás, uma das obras que o psicólogo suíço refere na sua Psychologie de l`Enfant." (Rogério Fernandes, O Pensamento Pedagógico em Portugal, 1978, pp. 120-121)
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