segunda-feira, 7 de abril de 2014








Do blogue do Dr. Amadeu Gonçalves  - dopresente  -  clicar aqui


Norton de Matos, o militar civil

"Decorreu no dia 4 de Abril, no Museu Bernardino Machado, mais uma conferência do ciclo“Ideias e Práticas do Colonialismo Português”, tendo sido o conferencista convidado o Prof. Sérgio Neto que proferiu a conferência “De Goa a Luanda: pensamento e acção de Norton de Matos”. O Prof. Sérgio Neto, na sua conferência, fez uma análise ao percurso colonialista de Norton de Matos em vários tópicos, até à candidatura presidencial de 1949. Partindo do pressuposto que Norton de Matos defendia para as colónias, e em particular para Angola, uma governação civil em vez de uma governação militar, o Prof. Sérgio Neto analisou inicialmente os pressupostos ideológicos coloniais de oitocentos baseando-se essencialmente no darwinismo social e no mito ariano ou na análise de propaganda realizada no campo literário, através de Júlio Verne, Emilio Salgari ou de Joseph Conrad, focando e contextualizando a polémica portuguesa em volta da centralização e da descentralização. Relativamente a Norton de Matos, analisando as influências familiares e as suas leituras, nomeadamente as de John Lock, Voltaire, David Hume, Adam Smith, Jeremy Bentham e, mais tarde, em Coimbra, onde tirou o curso de Matemática, Proudhon, Marx, Comte ou Spencer, as quais vão ter influência no seu pensamento, o Prof. Sérgio Neto falou-nos, partindo do início da carreira militar, da primeira experiência colonial (na Índia, em Goa), na qual Norton de Matos chegou a escrever um “Manual do Agrimensor”, na medida em que foi director dos serviços de Agrimensura na Índia, estabelecendo a demarcação dos prédios urbanos e rurais, criando serviços de raiz, recrutando locais. Até à República, o percurso de Norton de Matos ficaria estabelecido pela nomeação de outras comissões, considerando, mais tarde, que na Índia “a minha vida foi uma iniciação”. Aderindo ao Partido Democrático em 1911, Norton de Matos seria nomeado Governador Civil de Angola (1912), iniciou-se na Maçonaria (1912), Ministro da Guerra (1914), realizando o“milagre de Tancos” na organização do C. E. P., mesmo com os seus defeitos. O segundo consulado em Angola, desta vez como Alto-Comissariado (1920-1921), Norton de Matos ressalva o seu projecto, que era essencialmente, nas suas palavras, “uma obra verdadeiramente económica”. A base desenvolvimento seria a agricultura, depois desta o comércio e, finalmente a indústria. O projecto modernizador e descentralizador para Angola passou pela criação de um quadro de funcionários, acabar com a exportação e degradados, fomentar a emigração, o desenvolvimento das vias rodoviárias, o desenvolvimento da educação e da instrução, a proibição das armas e das bebidas alcoólicas, sendo Angola vista na sua ideia como o prolongamento de Portugal, entre outras ideias, para que a posse civil do território fosse uma realidade. Embaixador de Portugal em Londres (1924-1926), o programa de Norton de Matos para o desenvolvimento de Angola seria criticado entre o despesismo e a prepotência, caindo, na ideia do Prof. Sérgio Neto, em algumas contradições, caso da ideia mística imperial, retomada pelo Estado Novo, ou mesmo, já na fase final, a ideia paternalista e a ideia de proteccionismo face às colónias. Se Norton de Matos foi o criador do império português, por outro lado, assistiu igualmente à destruição, como foi com o caso da Índia."


 

domingo, 6 de abril de 2014






 
 
 
 
"Bernardino Machado foi um dos doadores da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, de V. N. de Famalicão, fundada em 5 de Outubro de 1913. A instituição cultural famalicense, através do seu Fundo Local, decidiu homenagear desta forma simples, mas simbólica, não só um dos seus doadores, como uma figura ímpar da política nacional e internacional da I República em Portugal. Em exposição, ainda se podem ver os volumes que Bernardino Machado ofereceu a uma das mais antigas instituições culturais famalicenses."  -  Dr. Amadeu Gonçalves (Facebook).
 

 


 
 
 
 

sábado, 5 de abril de 2014






Recordar Victor Falcão  -  2






Victor Falcão

Cartas de Victor Falcão para Bernardino Machado, uma ainda  enviada  de Sevilha (1928), e duas  já a residir  em Bruxelas, depois de ter ido a Áfríca (início de 1929).



 
 
 
 
















sexta-feira, 4 de abril de 2014




 





Retirámos do arquivo da Torre do Tombo os seguintes textos de Bernardino Machado:







 
 
 













Exposição Fotográfica: O 25 de Abril e o Poder Local
No Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão) encontra-se reposta a exposição ”Poder Local: das comissões administrativas às eleições autárquicas de 1976”, a qual foi realizada em 1999 no âmbito das Comemorações dos 25 anos do 25 de Abril, então realizadas pelo Município famalicense.

Organizada por Artur Sá da Costa e António Joaquim Pinto da Silva, na exposição sobre o “Poder Local”, numa viagem pela imprensa famalicense, retrata-se o 25 de Abril, o 1.º de Maio, a nomeação da primeira Comissão Administrativa da Câmara Municipal António Pinheiro Braga), assim como a segunda (José Carlos Marinho), as nomeações das Comissões Administrativas pelas Juntas de Freguesia até às eleições autárquicas de 1976, tendo sido José Carlos Marinho o primeiro Presidente da Câmara Municipal eleito no pós-25 de Abril.

A fotografia representa a manifestação de apoio ao Movimento das Forças Armadas no dia 27 de Abril, então realizada na Torre da Câmara. O “Notícias de Famalicão”, no número de 3 de Maio, retratou assim o momento: “Na Praça Álvaro Marques realizou-se na tarde de Sábado uma manifestação de apoio ao Movimento das Forças Armadas.

Estiveram presentes alguns oficiais de Infantaria 8, de Braga, e outros militares. Da varanda de acesso à Torre da Câmara Municipal usaram da palavra os Srs. Drs. Lino Lima, que se referiu ao programa da Junta de Salvação nacional e ao Movimento das Forças Armadas, terminando o seu discurso com vivas ao povo e às tropas portuguesas.

Seguiram-se da palavra a Sr.ª Dr.ª Margarida Malvar e os Srs. Drs. Salvador Coutinho, António Teixeira da Costa, José Augusto bezerra Sousa Lopes e Joaquim Loureiro.A terminar esta sessão a assistência entoou o Hino Nacional.”

Informa-se que, devido a atividades pedagógicas no Museu Bernardino Machado, que a referida exposição não estará aberta ao público entre o dia 7 até ao dia 11 de Abril, encontrando-se patente até ao dia 1 de Junho.


Data: até 01 de junho de 2014
Local: Museu Bernardino Machado
Ingresso: Entrada Gratuita

Museu Bernardino Machado
Rua Adriano Pinto Basto, n.º 79
4760-114 Vila Nova de Famalicão
Telef. 252 377 733
E-mail: museu@bernardinomachado.org



Museu Bernardino Machado Museu Bernardino Machado

Museu Bernardino Machado Museu Bernardino Machado

Museu Bernardino Machado

quinta-feira, 3 de abril de 2014



 
Recordar Victor Falcão (13 de Setembro de 1886 - 9 de Abril de 1966) - 1



VICTOR FALCÃO


 
Num dos blogues, com referências às relações entre Bernardino Machado e Augusto de Castro - clicar aqui - transcrevemos uma carta de Victor Falcão sobre um encontro em Bruxelas com  Augusto de Castro e Jaime Cortesão.

Volto a manifestar o quanto devo ao António Valdemar, por frequentemente me esclarecer sobre muitos dos assuntos tratados neste blogue, e pelas suas pertinentes sugestões. Fico contente por o abraçar com gratidão!
O António Valdemar conviveu com Victor Falcão nalgumas das suas férias passadas na Ericeira, e foi quem representou o Diário de Notícias e o seu director, Augusto de Castro, no funeral de Victor Falcão.
A fotografia de Victor Falcão e o noticiário jornalistico sobre o seu falecimento  são ofertas do Valdemar, e a  correspondência que reproduzo encontra-se digitalizada, a maioria na "Casa Comum - Fundação Mário Soares", e a restante no "Museu Bernardino Machado".

Biografia de Victor Falcão - Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira:





 
 
 

Diário de Notícias - 10 de Abril de 1966
 

Diário de notícias - 11 de Abril de 1966
 
 
 
 
Cartas do início do exílio - Bernardino Machado residindo em Cambo-les-Bains (Basses-Pyrénées) e Victor Falcão em Bayonne e depois Sevilha. 
 
 



















 
 

Oliveira Marques - "Bernardino Machado Manifestos Políticos"