quarta-feira, 7 de agosto de 2013




7 de Agosto de 1916

Bernardino Machado assiste no Congresso da República a uma sessão solene destinada a expor as diligências governamentais sobre a guerra



Para a Paula, com beijos de gratidão pelo que me tem ajudado!










 

 

 

 

 

 

 

 



terça-feira, 6 de agosto de 2013




6 de Agosto de 1915  
Eleição  de Bernardino Machado para a Presidência da República

















 

 











Castelo de São João do Arade - (Ferragude -  Lagoa) - que foi propriedade particular de Coelho de Carvalho


Em anterior blogue - clicar aqui - recordámos Joaquim José Coelho de Carvalho, que manteve relações amigáveis com Bernardino Machado.

Transcrevemos três cartas que se encontram no espólio de Bernardino Machado (Fundação Mário Soares).

Carta (17 de Julho de 1912) de Bernardino Machado escrita poucos dias após ter chegado ao Brasil.

"Querido Amigo
Deve ter tido as notícias pelos jornais. Tenho telegrafado incessantemente para o Vasconcelos. Dê notícias suas e daí. Brevemente escreverei detalhadamente. Nossos dedicados cumprimentos a sua Esposa.
Abraça-o saudosamente 
Todo seu 
Bernardino Machado
Lembra-se da combinação que fiz em Madrid em canalizar 
para internamento dos cabecilhas e repatriação dos assalariados? Se o nosso Governo a põe logo em execução ter-se-ia evitado a incursão. Lembranças ao Sérgio, que foi despedir-se de mim. Recebi carta de J. de Deus, e vou responder-lhe no próximo paquete."


Carta escrita em 12 de Setembro de 1919, após o regresso do exílio de Bernardino Machado

"Meu caro
Telegrafei-lhe. Foi-me devolvido o telegrama.Incumbi o meu filho Bernardino de lhe entregar uma carta minha. Não o encontrou. Mando-lhe, pois, este abraço de chegada para o seu Algarve, com os nossos mais dedicados cumprimentos a sua Esposa.
Todo seu
Bernardino Machado"


Carta de 4 de Abril de 1927, escrita da Corunha, no início do 2.º exílio, e após o aniversário de Bernardino Machado.


"Meu querido Amigo
Agradeço deveras o seu amável telegrama. 76 anos já! E ainda sem sossego. Imagine que o Cônsul de Vigo foi destituído, porque não deixou de ser correcto para comigo, dispensando-me as atenções devidas a um compatriota, que, demais a mais, fizera a sua 1.ª nomeação. É abominável. E eu , que perdoei ao B. Rori, os agravos que me fez durante o dezembrismo,não poderei jamais esquecer esta odiosa perseguição. Peço o favor de entregar essa carta ao Magalhães Lima, porque não sei se haverá galinha magra para a correspondência com ele. Disse-me um dos meus filhos que me aconselhava o clima do sul de Espanha. Pensei em ir até Sevilha. Mas o tempo por cá vai melhorando, e esta gente tem-me enchido de carinhos. O Ajuntamento da Corunha votou uma moção do Alcaide, considerando-me hospede de honra da cidade.  Também esta gentileza me prende . Dê notícias. Abraça-o saudosamente, como  
todo seu
Bernardino Machado"



"



segunda-feira, 5 de agosto de 2013



Do blogue do Dr. Amadeu Gonçalves - dopresente - clicar aqui - transcrevemos o texto escrito por José Frederico Laranjo, sobre Bernardino Machado.

Para o meu querido amigo Amadeu um apertado abraço de gratidão!

José Frederico Laranjo

“Ao fim duma tarde calmosa de Junho ou Julho, no ano terrível da França e de Victor Hugo, entrava em Coimbra no meu quarto, de cuja janela amplamente aberta se viam algumas das ínsuas verdejantes da margem direita do Mondego, alguns dos seus regatos límpidos e das suas ilhotas fulvas de areia, um estudante simpático a todos os outros e que todos conheciam por um só nome – O Bernardino. O Anuário da Universidade teria talvez homónimos; mas o pronome assim, só, sem apelidos, não o deixava confundir; era um reconhecimento de talento e um distintivo de afeição. / – Feche lá a janela – disse-me ele. / «Porquê? É tão agradável tê-la aberta!» /  – Porque me parou de repente o suor com uma rajada de vento ali na Rua Larga, e sinto uns arrepios. / – «Ah! Sim? Pois fecha-se a janela. Mas isso passa depressa, acrescentei, com o riso dos que tendo boa saúde não acreditam nos sofrimentos dos outros, senão quando são evidentes. Passa depressa, verá; vamos ler um pedaço.» / E da estante em que se enfileiravam filósofos, desde Platão, Aristóteles e Plotino, passando por Bacon e Descartes, até Kant e Hegel, Comte e Spencer, sonhadores que vão adiante da humanidade como aquele nuvem de fogo ou de fumo que dirigia os hebreus no deserto, tirei um livro, o tomo 2.º das obras de Platão. / «Vamos ler um destes diálogos. Há-de ser o primeiro Hípias ou Do Belo.» / Líamos e trocávamos observações. O encanto daquela prosa, rítmica, melodiosa, apesar da tradução, sóbria de adjectivos e proporcionada em tudo, como a de todos os grandes escritores gregos, fez-lhe depressa olvidar a preocupação, e o facto, que pode parecer singular, não era fortuito, mas característico. / De estatura regular, delgado, seco, nervoso, cabeça poderosa num corpo débil, a imaginação, baseando-se nalguns sofrimentos reais, percorria-lhe nas horas de ócio a órbita das doenças; mas no estudo ou na leitura, o corpo e o espírito estavam a postos e velavam, atentos e vivos, sem fadiga, sem bocejos e sem distrações, o necessário para ser dos primeiros nas aulas e ainda nas palestras e contendas literárias. / Cursando ao mesmo tempo na Universidade a Faculdade de Matemática, onde foi até ao terceiro ano e onde teve partidos, e a de Filosofia, em que teve distinções e accessits, e em que se doutorou, não se deixou enredar nas linhas de geometria e nos hieroglíficos da álgebra, não perdeu de vista, levantado nas espirais do cálculo, a terra e os homens, nem nas experiências da física e da química se lhe embotou o instinto do belo, o sentimento do gosto e a admiração da arte; o seu espírito prendia-se por igual a tudo em que havia uma parcela de verdade ou um fio de glória, e se parecia que aquele corpo franzino podia com pouco, via-se que cabia muitíssimo naquele cérebro vasto. / Filiou-se cedo no partido Regenerador, sendo padrinho do seu doutoramento Fontes Pereira de Melo; esse doutoramento olhava para as cadeiras da Universidade por direito e para as eminências da política por aspiração. / Como lente, regeu distintamente a cadeira de Física, a de Química e a da Agricultura, depois substituída por proposta sua pela de Antropologia. Ramalho Ortigão, que visitou Coimbra por este tempo, dizia dele, para um jornal do Rio de Janeiro, que tinha uma reputação estabelecida de grande talento e de vasta erudição; que era um dos mais célebres representantes do professorado; que era citado como um dos tipos mais perfeitos do erudito moderno, versado em toda a história do experimentalismo das novas escolas, na ciência filosófica e na literatura; e, traduzindo um pouco do seu modo de ser, da correcção das suas maneiras e da suave idealização que dava às coisas, Giner de los Ríos, escrevia dele nas Dominicaes do Livre Pensamento que nos seus lábios Zola parecia um místico e os ímpetos dos oradores revolucionários espanhóis trechos de poesia oriental. / Nada do que fosse humano ele queria com efeito que lhe fosse estranho: de manhã demonstrava, por exemplo, dando á roda da sereia acústica que o som, em chegando a uma certa altura, se torna imperceptível; à tarde discutia o último romance de sensação, recordava os versos de bronze e de aço de Victor Hugo, ou a prosa, doce como o mel de Himeto, do diletantismo musical e vago de Renan. / Muita inteligência, muita bondade, muita vontade eram então e são hoje a síntese da personalidade de Bernardino Machado, e raras vezes uma alma se espelhou tão clara, tão visível e tão evidente numa fisionomia. Na testa ampla adivinha-se-lhe o poder e a largueza do pensamento; nos olhos pretos, rasgados, de olhar direito, vivo e suave. A lealdade do carácter e a agudeza do engenho; a luz desses olhos e o sorriso que se abre facilmente, natural e sincero, quando encontra um amigo e quando fala, iluminam-lhe o rosto pálido e traduzem a bondade do coração; e na oval estreita, quase, quase aguda e proeminente barba, revela-se, sem possibilidade de engano, a força e a firmeza de uma vontade, que lhe impõe uma disciplina severa e uma higiene rigorosa para uma vida de trabalho, que acorda com a manhã, e, ao mesmo tempo, é capaz de todas as resistências aos outros, quando sejam precisas, pelo convencimento da bondade de uma causa ou por um sentimento de dignidade que se respeita e não quebra. Destas qualidades e de poucos acidentes deriva a sua carreira. / Da Universidade veio para a política e para Lisboa, deputado e vogal ordinário do Conselho Superior de Instrução Pública, dando-lhe depois os estabelecimentos científicos a honra, que concebem a poucos, de o elegerem seu representante na Câmara dos Pares. O funcionário e o político continuaram o professor, e ele pode dizer com verdade o que escreveu na advertência do seu livro Afirmações Públicas: «Uma coisa entre todas me preocupou sempre, quando mesmo me não ocupava: a causa do ensino.» / As questões de quem sobe e quem desce, desta ilegalidade e daquele abuso, deste escândalo ou daquela intriga, deste benesse ou daquele mexerico, o aproveitamento para elevação própria de circunstâncias pouco prósperas do país, carregando-se como faltas aos adversários; assuntos os mais clamorosos, os que dão mais nome, os que mais fazem subir, não o atraíram nunca, e nas lutas dos rudes ataques e das defesas apertadas e a todo o transe, o seu papel foi nulo ou esmaecido; nunca foi o Temístocles de nenhuma Salamina em que se jogassem os destinos de um partido; nunca esteve nas Termópilas a defender um ministro, para salvar a existência de um gabinete ou sequer o prestígio do poder; capaz de se bater, sem cálculo, mas por tendência natural, escolheu, reservou para si uma região, em que se podem levantar grandes tempestades, mas que de ordinário se conserva serena – a da instrução pública. /Aí esteve sempre presente, no parlamento e fora dele, fomentando-a, dirigindo-a, incitando-a, animando-a por todos os modos por que podia, pela discussão das propostas governamentais. Pelos projectos de iniciativa própria, pelas conferências nos ateneus, pelos discursos nos centenários, pelos congressos de professores, pela correspondência com pedagogistas estrangeiros, pela visita e direcção de escolas, pela convivência e amizade com mestres e alunos. Nesta época de cepticismo tem uma crença, nesta maré de indiferença uma paixão, a crença no valor do pensamento, a paixão do bem por meio da escola, compreendendo-se nesta palavra a primária, a secundária, a superior e a profissional, a ideia geral que civiliza e a ideia técnica que aviventa os ofícios, o sol que faz crescer a riqueza de um país. / O que predomina no seu corpo é a cabeça, por isso a sua religião é o pensamento. «Quanto pode a inteligência!» – escreveu ele. «Nós só um ideal tivemos; a princípio nem passava de uma quimera, e imortalizou-nos o nome!» Com um tal programa, parece que a pouco se poderia chegar no nosso país; todavia, achou por meio dele, no estrangeiro, relações que lhe dão nome e na pátria uma clientela numerosa e dedicada de professores de diversas classes. / Nalgum fim de tarde, ide ao seu rés-do-chão da Rua da Junqueira, longe do Terreiro do Paço e perto da praia do restelo, onde se estabeleceu para se obrigar a grandes caminhadas, compensadoras da vida de estudo, apedar de estudar de pé e, enquanto a esposa lida nos preparativos do jantar e os filhos acabam as lições de línguas ou os exercícios de um ofício, carpitejando como S. José, podereis a maior parte das vezes entreter-vos no jardim com professores portugueses e com algum estrangeiro instruído, ou que esteja em Lisboa de passagem ou do quadro das escolas industriais. / neste caminho e com esta clientela teria achado o que parecia que procurava – a pasta da instrução pública – se a política do país lhe não lhe tivesse feito bancarrota; não foi, porém, dos credores mais infelizes; se não lhe pagaram na moeda de ouro que ele queria, deram-lhe pelo menos setenta por cento – o Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria. / Agora sinto o rumor das reclamações que suscitaram os seus actos; ouço a graça nacional, em crítica alegre ao ministro, na sonhada perspectiva de uma queda próxima, vestir-se, transmudando-as um pouco, nas estrofes heroicas e nas rimas amorosas de Camões, e pequenos empregados perguntam-me com olhos rasos de água onde está a bondade da sua alma, a bondade que eu afirmo, a origem da via láctea das simpatias que o cercavam. / Esse pacífico, de quem Giner de los Ríos dizia, errando, e de quem muitos pensariam, que não perturbaria nada, correcto no trajo e no procedimento, sem nódoas num e noutro, irrepreensível na alvura do seu colarinho e da sua vida, desarrumará tudo que julgar mal arrumado, se o deixarem, tomando sempre a sério o seu papel. / Diante de um problema qualquer de administração não ficará pasmado, como um idiota, nem com a indolência invencível de um temperamento ou com o egoísmo de um horaciano, que só quer a vida e as honras para as gozar, dirá ao tempo – resolve tu as coisas. No início de uma carreira, num momento atormentado de necessidades que colidem, não é estranho que não encontrasse logo o ponto luminoso e único salutar de reforma em que a simplificação dos serviços e a diminuição importante de despesas se combinam com a equidade devida aos homens, sobretudo aos que não têm por broquel da sua justiça senão a justiça e a piedade dos outros; mas, em vista se lhe afeiçoando à escuridade própria das complexas questões que lhe foram entregues, cremos que a energia e a ousadia da sua vontade obedecerão acordes ao seu pensamento e ao seu coração, e o tempo do seu ministério não será, nem perdido para o seu nome, nem inútil para o país.”
LARANJO, José Frederico - “Bernardino Machado” [material gráfico]. José Frederico Laranjo. In A Semana de Lisboa: suplemento do Jornal do Commercio. Lisboa, n.º 27 (2 Jul. 1893), pp. 1-3.

domingo, 4 de agosto de 2013



Cidadela de Cascais


Visitámos, há dias, as instalações do Palácio da Cidadela de Cascais, acompanhados pela gentil guia Marisa.
Foi importante ter sido efectuada a sua recuperação; é meritório o empreendimento da Presidência da República.
Recordamos algumas fotografias de Bernardino Machado na Cidadela de Cascais, aliás já reproduzidas em anteriores blogues.





IV Congresso Internacional de Turismo -   Maio de 1911  ( da Ilustração Portuguesa - 29.05.1911)

                                                      
Durante a 1.ª Presidência da República - 1917
Com as filhas Maria e Joaquina
Da esq. para a dir. - Joaquina Machado, Leote do Rego, Ester Norton de Matos, Bernardino Machado, Norton de Matos, Ester Norton de Matos  e Domingos Machado




sexta-feira, 2 de agosto de 2013



Uma amizade de 78 anos!
Veio passar hoje connosco, aqui em Cascais, dia do seu aniversário, o Miguel Urbano, com a sua linda Caty, claro... Convivemos desde os bancos do liceu, quando ainda usávamos calção...Frequentei a casa dos pais, na rua Tomás Ribeiro, e guardo recordações do pai Urbano Rodrigues, lembrado ainda esta semana no blogue Almanaque Republicano -clicar aqui.
Da correspondência de Bernardino Machado existente no acervo da  Fundação Mário Soares, retirámos um postal com a imagem da Igreja de São João Baptista, de Moura, onde o Miguel foi baptizado, e uma afectuosa carta de Urbano Rodrigues.










quinta-feira, 1 de agosto de 2013





No seu blogue dopresente, o Dr. Amadeu Gonçalves está a publicar a cronologia pedagógica de Bernardino Machado, que amavelmente me vem dedicando; abraços apertados de gratidão! 

Para a sua consulta clicar aqui e aqui







Recordar a Professora Carolina da Assunção Lima  -  II
Correspondência com Bernardino Machado


No Congresso Pedagógico Hispano-Português-Americano, realizado em Madrid, durante as comemorações do quarto centenário do descobrimento da América, realizado em Outubro de 1892, Carolina da Assunção Lima apresentou a comunicação  -  "Anotações à Instrução Primária Feminina em Portugal", que está editada pela Imprensa da Universidade.


"Carolina da Assunção Lima, que participou no Congresso Pedagógico Hispano-Português-Americano, realizado em Madrid, em 1892, posicionou-se ao lado de Emília Pardo Bazán, que encabeçou a mais radical das posições sustentadas na secção sobre "Educação da Mulher". A tese que subscreviam, apoiada na generalidade por Concepción Arenal, favorecia as reivindicações femininas em prol do direito das mulheres a acederem a todos os níveis educativos e a todas as actividades profissionais. Esta tese saiu vencida (260 votos) em favor de uma outra posição mais moderada (290 votos) apoiada, por exemplo, por Alice Pestana (Caïel), que aceitava o trabalho feminino realizado fora de casa apenas como um mal menor e condicionava o acesso das mulheres a determinadas profissões. Carolina da Assunção Lima, apesar de atribuir às mulheres a tripla missão de "filha submissa, esposa dedicada e mãe carinhosa", valorizou a sua realização pessoal através da liberdade de se instruírem e de se qualificarem  para o desempenho do "emprego que for da sua escolha e para que tenham vocação". Este posicionamento aproxima-a do postulado de Concepcion Arenal de que o trabalho conferia estatuto de pessoa, tanto aos homens, como às mulheres, que, sem ele, se veriam reduzidos/as a coisas. Ana de Castro Osório e, sobretudo, Maria Veleda foram mais arrojadas na defesa da instrução e da actividade profissional femininas como factor de autonomia e de realização pessoal. Ana de Castro Osório, adepta da igualdade de direitos entre os dois sexos, do sufrágio feminino restrito e do divórcio, não restringia a existência feminina ao seu papel de esposa e de mãe e realçava a valia da componente educativa para a inserção profissional e consequente independência económica das mulheres. Entendia, porém que algumas profissões se coadunavam melhor com as suas apetências naturais, como era o caso do ensino, ou da enfermagem. Trabalhando em creches e escolas infantis, as jovens solteiras – "não as casadas, que têm a sua vida, os seus filhos, os seus encargos" – podiam aprender e treinar o seu futuro papel de mães educadoras. Ana de Castro Osório argumentava que muitas mulheres teriam de permanecer solteiras e sem filhos, pois as estatísticas mostravam que o sexo feminino era mais numeroso que o masculino, para além de que muitos homens não estavam dispostos a casar-se. No horizonte das suas proposições estão as mulheres da "classe média, a mais numerosa e nacionalizada", porque considerava que nem o operariado, "caminhando revoltoso e tumultuosa mente para o futuro", nem a população rural, "muito perto ainda do primitivismo animal", nem a alta burguesia e a antiga aristocracia, "despaísadas pela educação e pela existência só de luxo e egoísmo", poderiam comprovar a proficuidade das mães educadas e instruídas." - Do trabalho de Maria Teresa Valente Pinto - "A formação profissional das mulheres no ensino industrial", editado pela Universidade Aberta.
A investigadora Maria Teresa Valente Pinto escreveu para o "Dicionário no Feminino" o artigo "Ensino industrial feminino oitocentista".

Correspondência com Bernardino Machado: