terça-feira, 11 de junho de 2013





Portugal na Grande Guerra de 1914-1918

Para o Professor Doutor Luís Fraga, com um apertado abraço!


Encontrei na publicação -   "Ministére des Affaires Étrangéres - Commission de publication des documents relatifs aux origines de la Guerre de 1914  -   Documents Diplomatiques Français - (1871-1914)" - Tome X, que se encontra digitalizado em Gallica - clicar aqui, referências a Bernardino Machado, que reproduzimos, com a devida vénia.
 



 



sábado, 8 de junho de 2013




Grande Prémio de Atletismo Bernardino Machado


Numa organização do Município de Vila Nova de Famalicão em colaboração com a Associação Famalicão Concelho com Futuro, a Gestão do Núcleo Urbano, a Associação de Atletismo de Braga, vai-se realizar, no dia 08 de Junho de 2013, o 4º Grande Prémio de Atletismo “Bernardino Machado”, com início às 18h00, com partida na Av. de França (Pavilhão Municipal) na extensão de 10.000 metros.

Poderão participar na prova atletas em representação de clubes, colectividades, organizações populares, empresas e individuais, federados ou não federados, que se encontrem aptos, física e psicologicamente, para o esforço que lhes é exigido pela sua participação.
No 4º Grande Prémio “Bernardino Machado”, 10 quilómetros, podem participar os seguintes escalões:
- Juniores masculinos e femininos (nascidos nos anos de 1994 e 1995)
- Seniores masculinos e femininos (nascidos em 1993 e anos anteriores até aos 39 anos de idade inclusive)
- Veteranas Femininas e Veteranos Masculinos (40 anos em diante)
As inscrições podem ser feitas on-line em www.vilanovadefamalicao.org/_corre_famalicao ou na Casa da Cultura, Rua Direita, 4760 Vila Nova de Famalicão, até às 24h00 do dia 05 de Junho de 2013. As inscrições são ilimitadas e gratuitas.
Para mais informações, consultar regulamento disponível no site da Associação de Atletismo de Braga - www.aabraga.pt
Localização: Vila Nova de Famalicão, .
Data: Sábado, 8 Junho, 2013 - 18:00.
Distância: 10.00 Km.
Resultados Gerais: GPABM_13.pdf.Website: www.vilanovadefamalicao.org/_premio_bernardino_machado.





 



A República em Alçcobaça

 Recordar Afonso Ferreira!
















O Doutor João Esveves chamou a atenção para o facto  importante do comício republicano realizado em Alcobaça, no dia 30 de Agosto de 1908, ter sido secretariado por duas republicanas,  notícia aliás registada no jornal "A Vanguarda".





Recordamos Afonso Ferreira, uma figura notável na organização das estruturas políticas republicanas em Alcobaça,  onde tinha o seu estabelecimento de barbearia. Colaborador  no jornal "A Semana Alcobacense", onde escrevia frequentemente os editoriais. Após a implantação da República foi deputado, intervindo frequentemente sobre assuntos da sua região.

Transcrevemos a correspondência trocada com Bernardino Machado, que se encontra no espólio arquivado na Fundação Mário Soares - Casa Comum - clicar aqui.



 


 

 






















 


 














































Uma das intervenções de Afonso Ferreira no Parlamento:
















sexta-feira, 7 de junho de 2013



A República em Alcobaça
Discurso de Bernardino Machado no comício de Alcobaça, em 30 de Agosto de 1908 






















Do "site" -  Tinta Fresca (Director - Mário Lopes) -  nº 120 de 28 de Outubro de 2010 - clicar aqui -  reproduzimos:
Armazém das Artes inaugura exposição inédita sobre a Implantação da República em Alcobaça

Alfredo Caldeira comissaria a exposição

"O Armazém das Artes tem patente ao público até final de Outubro uma exposição sobre a Implantação da República. Inaugurada no dia 16 de Outubro, a mostra está dividida em duas: uma de âmbito nacional, a cargo da Fundação Mário Soares e outra, de âmbito local, organizada pela professora e historiadora Leonor Carvalho. A exposição dá conta do apoio de Alcobaça, que contava no seu seio com republicanos ilustres desde 1880, à República, pelo que o novo regime foi acolhido com entusiasmo pela população. Do bastião republicano de Alcobaça saiu o primeiro governador civil da República: José Eduardo Raposo de Magalhães.
Por volta de 1880 já havia republicanos em Alcobaça. O debate passou muito pelos jornais, com “A Semana Alcobacense” a destacar-se na defesa dos ideais republicanos, pelas penas do Dr. Francisco Pereira Zagalo, Eurico de Araújo, Afonso Ferreira, Raul Proença e Bernardo Villa Nova.
Em 30 de Maio de 1907 foi inaugurado o Centro Democrático Republicano de Alcobaça, presidido por João Ferreira da Silva, Firmo da Trindade, José Rodrigues Coelho, Joaquim Serrano de Figueiredo e tendo, como suplentes, Raposo de Magalhães, João António Vasco e Raimundo Ferreira Daniel. À inauguração compareceu o Dr. Bernardino Machado, que seria mais tarde o 3º e 8º Presidente da República, convidado a proferir uma conferência no Teatro Alcobacense.
A República foi proclamada em Alcobaça no dia 6 de Outubro de 1910, depois de confirmada a queda da Monarquia, após vários rumores que circularam pela cidade, numa época em que as comunicações à distância ainda não existiam. Coube ao Dr. Santiago Ponce y Sanchez, presidente da Comissão Municipal Republicana, anunciar a implantação da República e propôr à sanção do povo para administrador do concelho José Coelho da Silva, em substituição do padre Ribeiro de Abranches, que anunciou também a sua adesão à República. De seguida falaram Affonso Villa Nova e Alberto Villa Nova, exercendo as excelências do regime republicano, justiceiro, moralizador e promotor da paz e felicidade do povo português. Os discursos foram muito aplaudidos pela multidão estacionada em frente da Câmara Municipal que pôde ouvir no final “A Portuguesa” tocada pela Real Fanfarra Alcobacense.
João Serras Conceição foi o último presidente da Câmara de Alcobaça do regime monárquico (1908-1910), substituído por José Sanches de Figueiredo Barreto Perdigão, que tomou posse no dia 8 de Outubro de 1910 e permaneceu em funções até ao primeiro dia de 1914.
Por decreto de 10 de Maio de 1919, Alcobaça foi agraciado com o Colar da Ordem Militar da Torre e Espada, valor, Lealdade e Mérito, “pelo heroísmo, civismo e amor manifestado na defesa da integridade da República, ameaçada de subversão.” O Colar passou a figurar também no brasão do município."



O discurso de Bernardino Machado no comício em Alpiarça, no dia 30 de Agosto de 1908

















quinta-feira, 6 de junho de 2013



A Tuna Democrática Dr. Bernardino Machado



Jornal "O Mundo" - 8 de Janeiro de 1912




Texto retirado do Tomo 3 das Obras de Bernardino Machado - Política III




terça-feira, 4 de junho de 2013




 Da "Casa Comum - Fundação Mário Soares" -  clicar aqui    (Reprodução do original realizada por António Pedro Vicente, mencionando que o original se encontra em casa do filho de Carlos de Maia).


segunda-feira, 3 de junho de 2013



Uma carta de Malheiro Dias para Bernardino Machado



 


Carlos Malheiro Dias - "Romancista, dramaturgo, articulista e ensaísta. Filho de Henrique Malheiro Dias e de D. Adelaide Carolina de Araújo Pereira, natural do estado do Rio Grande do Sul, Brasil, onde o escritor possuía vasta parentela por linha materna. Fez os primeiros estudos no Porto, no Colégio de Santa Quitéria, após o que deixou a cidade para frequentar a Faculdade de Direito de Coimbra. Não levaria muito tempo a desistir. Opta, então, pelo Curso Superior de Letras, de Lisboa, que acabará por terminar não sem que antes o tivesse interrompido para uma primeira estada prolongada no Brasil, país que se havia de tornar para ele numa segunda pátria.
Estreia-se nas letras com 18 anos, na revista A Semana, do Rio de Janeiro (23 de Setembro de 1893), onde assinará prolífica colaboração. No ano seguinte, 1894, publica (com o nome de Carlos Dias, que então adoptava) o livro Cenários : Fantasias sobre a História Antiga, livro incipiente carregado de influências. Dois anos depois é o escândalo de A Mulata, livro que fez que sobre Malheiro Dias se desencadeasse a maior das perseguições, a mais violenta das hostilidades, a tal ponto que ele achou por bem não só retirar-se do Brasil como abster-se de mencionar o romance na lista das suas obras publicadas (no centenário do seu nascimento, 1975, a Editora Arcádia, de Lisboa, publicaria, com prefácio crítico de Alexandre Pinheiro Torres, a primeira e única edição portuguesa deste livro).
Mas, dezenas de anos depois alguns espíritos brasileiros de maior susceptibilidade insistiam em recordar rancorosos o romance, como Carlos Maul, o qual, em O Globo (11 de Setembro de 1957), ainda desabafava: «Livro infame, em que nada do Brasil escapou ao insulto: povo, magistratura, exército, imprensa, literatura, recebem nessa novela enxurradas de lama.» Tais ataques não têm qualquer justificação. Nem os Brasileiros se poderiam ter escandalizado com o facto de A Mulata ser um livro escrito da forma mais ortodoxamente naturalista, porque o naturalismo já fora inaugurado no Brasil quinze anos antes (1881) por um livro que tem precisamente por título O Mulato e cujo autor é Aluísio de Azevedo.
Seja como for, hostilizado por quase todos os intelectuais brasileiros, Malheiro Dias regressa a Portugal, onde acaba então o Curso Superior de Letras. É nomeado administrador do 2°. Bairro do Porto, passando a chefe de gabinete do ministro das Obras Públicas e, já depois de casado, a deputado em 1902 e 1906 por Viana do Castelo.
Em 1900 publicara, entretanto, o Filho das Ervas, onde se espelha o drama dos filhos ilegítimos, livro que levará o brasileiro Eduardo Prado a dizer a João do Rio: «Eça desaparecido, o maior romancista da língua portuguesa é Malheiro Dias». No ano seguinte aparece Os Teles de Albergaria, cujo cenário político é o da monarquia liberal da segunda metade do século XX até ao 31 de Janeiro de 1891. Nestes dois livros mostra-se, à saciedade, como realmente o autor é um monárquico devotadíssimo, inimigo do constitucionalismo que transformara Portugal num país «contaminado pelas rivalidades das facções e pelos interesses dos partidos». A este romance segue-se a obra que podemos considerar como a melhor do romancista e até etapa importante na novelística portuguesa, Paixão de Maria do Céu (1902), onde já se está longe do naturalismo escolástico de A Mulata. Encontramo-nos mesmo na presença de um romance histórico realista, onde a Lisboa que aparece retratada é a das invasões napoleónicas e a da retirada de D. João VI para o Brasil. São, aliás, notáveis nesta obra as reconstituições históricas, nomeadamente a da partida do rei português para o Rio de Janeiro. A própria Maria do Céu é uma das maiores figuras femininas do romance português.
Quando tudo parecia indicar que o caminho estava aberto para Malheiro Dias se tornar realmente no verdadeiro sucessor de Eça de Queirós, ei-lo que envereda por outra novela histórica, O Grande Cagliostro (1905), onde o que ressalta é já um certo neo-romantismo historicista de tipo mundano e a preocupação excessiva de agradar ao leitor e de realçar, todavia, a forma como nos aparecem vivas personagens como Pina Manique, o príncipe D. José, filho de D. Maria I, etc. Deste romance fará Malheiro Dias uma peça de teatro que subiu à cena a 30 de Outubro de 1905, com enorme êxito. D. Carlos I, de quem era íntimo, condecora-o. A sua obra de criação literária esgotar-se-á, todavia, com mais um livro que publicará om 1907, A Vencida (novelas), e outra peça, Inimigas (1913), «retirada de cena por motivos políticos».
Entretanto sentir-se-ia irresistivelmente atraído pelo jornalismo e pela investigação histórica. O assassínio perpetrado contra o rei de Portugal e o príncipe herdeiro (1908) e a implantação da República (1910) tornam Malheiro Dias num homem desesperado e um tanto desorientado. Publica de seguida Quem É o Rei de Portugal (1908), Do Desafio à Debandada (2 vols., 1912), Zona de Tufões (1912), Entre Precipícios... (1913), Em redor de um grande Drama : Subsídios para uma História da Sociedade Portuguesa, 1908-1911 (1913), O Estado Actual da Causa Monárquica (1913), altura em que torna para o Brasil. Aí assume a direcção da Revista da Semana, funda a revista O Cruzeiro e arranca com a grande iniciativa que foi a História da Colonização Portuguesa do Brasil (3 vols., 1921). A sua contribuição nesta obra, como investigador, é de valor duvidoso, como já apontou Jaime Cortesão.
Até que chega a famosa polémica com António Sérgio. Malheiro Dias, outra vez em Portugal, publica Exortacão à Mocidade (1924), em que exalta a acção de D. Sebastião, que acabaria de ser condenada, com veemente agudeza crítica, por António Sérgio. Este insígne ensaísta replica com O Desejado (1924), demonstrando a inutilidade e loucura da expedição a Alcácer. Malheiro Dias publica nova edição de Exortação à Mocidade (1925), desta vez com um prefácio a atacar Sérgio. Este treplicará em Tréplica a Carlos Malheiro Dias sobre a Questão do Desejado (1925). O País encontra-se dividido entre as duas opiniões. É ainda de 1925 o livro de Malheiro Dias, O Piedoso e o Desejado, após o que torna a regressar ao Brasil.
Aí continua a sua vida pelo jornalismo, até que em 1935 o governo de Salazar lhe oferece o lugar de embaixador em Madrid. Malheiro Dias poderá, então, gozar na vida a estabilidade que nunca teve. Quando nesse mesmo ano regressa a Lisboa, encontra-se, todavia, muito doente. Afásico durante anos, aguardará apenas, na capital do seu país, que o venha acolher a morte. Mas antes de morrer proferirá estas palavras: «O António Sérgio tinha razão».
Carlos Malheiro Dias colaborou nos seguintes jornais e revistas portugueses e brasileiros: Perfis Contemporâneos; Correio da Manhã; Jornal do Comércio; Jornal do Brasil; O Cruzeiro; O País; Revista da Semana; A Ilustração Portuguesa. Prefaciou, com justeza crítica notável, o livro de estreia de Aquilino, Jardim das Tormentas, 1913."

sábado, 1 de junho de 2013



Um texto sobre Bernardino Machado do escritor Visconde de Vila-Moura, editado na revista "O Instituto"


Para o Dr. Amadeu Gonçalves, com abraços apertados!

Bento de Oliveira Cardoso Cruz de Carvalho Lobo (Visconde de Vila-Moura)
 

 
 
 
 
 

Já em anterior blogue - clicar aqui - nos tínhamos referido a este texto e transcrito notas biográficas sobre o escritor.