sábado, 20 de abril de 2013



Recordando Jaime Batalha Reis  -  Correspondência com Bernardino Machado  -  II




 Photo of the members of the commission of the League of Nations created by the Plenary Session of the Preliminary Peace Conference, Paris, France 1919

Standing (left to right): Constantine Diamandy (Rumania); Unidentified; Col. Edward M. House (United States); Unidentified; Roman Dmowski (Poland); Milenko R. Vesnitch (Serbia); Unidentified; Jan Smuts (British Empire); Woodrow Wilson (United States); Karal Kramar (Czechoslovakia); Paul Hymans (Belgium); V.K. Wellington Koo (China); Jaime Batalha-Reis (Portugal): Vittorio Scialoja (Italy); Unidentified
Seated (left to right): Sutemi Chinda (Japan); Nobuaki Makino (Japan); Leon Bourgeois (France); Robert Cecil (British Empire); Vittorio Emanuele Orlando (Italy); Epitacio Pessoa (Brazil); Eleftherios Venizelos (Greece)
Photo dates from Feb or April 1919














































sexta-feira, 19 de abril de 2013











Correspondência entre Bernardino Machado e Jaime Batalha Reis  -  I



Com um beijo de gratidão para a Paula Lamego, pela ajuda que me tem dado!





Ao ler a carta de António Sérgio para Bernardino Machado, de 24 de Março de 1930, reparei na referência à troca de correspondência com Jaime Batalha Reis a propósito da situação política em Portugal. No espólio do Museu Bernardino Machado encontram-se algumas cartas escritas nesta altura por Jaime Batalha Reis e Bernardino Machado, que irei reproduzindo. Bernardino Machado estava então exilado em Beyris e Batalha Reis vivia na sua Quinta da Viscondessa, no Turcifal (Torres Vedras). 







































Villa Pré Fleuri - Beyris (à esq.) e Quinta da Viscondessa - Turcifal (à dir.)






































terça-feira, 16 de abril de 2013


Recordar Aurélio da Paz dos Reis








Fotografia tirada por Paz dos Reis  -   "Manual do Cidadão Aurélio da Paz dos Reis"  -  cpf






Aurélio Paz dos Reis

História administrativa/biográfica/familiar

Aurélio Paz dos Reis nasceu no Porto em 28 de Julho de 1862. O avô materno de Aurélio da Paz dos Reis foi Jacinto dos Santos, natural da Galiza e a avó, Maria Joaquina, que nasceu em Amarante. Os seus pais eram Miguel da Paz dos Reis, natural de Vila Real e fixado no Porto, na Praça de D. Pedro e Carolina Rosa dos Santos, gerente de uma loja de modista na mesma praça.
Aurélio recebeu influências do avô, que foi miguelista e por isso deu ao filho o nome de Miguel da Paz dos Reis. Porém a inclinação política de Aurélio era o liberalismo, confirmando-se com a sua participação na Revolta do Porto, de 31 de Janeiro de 1891, que pretendia derrubar a Monarquia. Através dos seus ideais conseguiu uma progressão rápida nos graus da Maçonaria do Vale do Porto, e aderiu ao Partido Republicano. Esta sua opção política originou dois encarceramentos na Cadeia da Relação.
Aurélio Paz dos Reis era floricultor e no seu palacete na Rua de Nova Cintra, no n.º 125 criava as suas flores no jardim. Aurélio explorava a Flora Portuense na Praça de D. Pedro, onde se situa hoje a Confeitaria Ateneia, actual Praça da Liberdade. A sua atracção incidia sobre as dálias, nas quais se especializou e criou uma sua, no seu horto, ganhando um prémio com esta.
Aurélio tinha cartão de jornalista e a imprensa, mais precisamente a Illustração Portugueza recorria às suas imagens publicando-as. Ele deslocou-se a França e ao Brasil, com intuito de fazer representações comerciais, mas também para fotografar, comercializando estas imagens em séries temáticas. Na sua actividade de fotógrafo gostava de tirar retratos a pessoas, família, amigos, gentes do teatro, era também um fotógrafo de rua. Explorava essencialmente a estereoscopia (fotografia com relevo que cria uma sensação de tridimensionalidade). Aurélio vendia película da marca Lumière & Jougla, assim como também vendia máquinas de escrever Yast e automóveis franceses da marca Minerva.
A certa altura, pensou em comprar um cinematógrafo aos irmãos Lumière, mas estes não lho venderam, acabando, por comprar aos irmãos Werner (juntamente com o seu cunhado), um aparelho cronofotográfico, uma variante do cinematógrafo, com um funcionamento mecânico diferente mas que cumpria o propósito a que se destinava - filmar. Com este equipamento Aurélio da Paz dos Reis filma a fábrica do amigo, António da Silva Cunha, a Camisaria Confiança, na Rua de Santa Catarina, n.º 181. Este filme é a primeira obra de referência do cinema português.
Em 1900, visitou Paris, e com as suas fotografias ganhou uma medalha de mérito.
Em 1919, vários acontecimentos marcam profundamente a sua vida familiar: três dos seus quatro filhos morrem - a Hilda Ofélia, Horácio Fortunato e Homero. A Hilda e o Horácio foram vítimas da pneumónica e Homero morreu em 1918 na 1.ª Grande Guerra em França.
Aurélio da Paz dos Reis foi vereador e presidente substituto da Câmara Municipal do Porto, e participou em numerosas colectividades culturais e de beneficência, salientando-se a colaboração no Ateneu, no Orfeão Portuense, no Asilo de S. João, no Clube dos Fenianos e criou o Conservatório de Música.
Em 1929, interrompeu as investigações de tipos de flores na Rua do Nova Cintra, pois foi perdendo o entusiasmo. Passados dois anos, Aurélio é vítima de congestão cerebral e faleceu a 18 de Setembro de 1931.
Dados biográficos retirados do Centro Português de Fotografia  -  clicar  aqui





Dados biográficos do Dicionário de Maçonaria Portuguêsa  -  Oliveira Marques




Diploma de grau maçónico atribuido a Aurélio da Paz dos Reis em 1895 pelo O Grande Oriente Lusitano Unido e assinado por Bernardino Machado (Grão Mestre). Do livro editado pelo Centro Português de Fotografia  -  "Manual do Cidadão Aurélio da Paz dos Reis".






domingo, 14 de abril de 2013




Recordar Filipe Mendes

A Liga de Defesa da República



 Boulogne-sur-Mer (França): Jaime Cortesão e esposa, Filipe Mendes (de pé) e esposa, e Raúl Proença, durante o exílio do primeiro. 1929


"Dicionário de Maçonaria Portuguesa"  -  Oliveira Marques 



Uma carta  de Filipe Mendes para Bernardino Machado, que se encontrava em Cambo-les-Bains (Basse-Pyrénées)  -  Paris 8 de Agosto de 1927



Miguel Machado, filho de Bernardino Machado, estava casado com Isabel Mendes Machado, irmã de Filipe Mendes




Acta Nº. 1 da  Junta Directiva da Liga de Defesa da República




O livro de Bernardino Machado referido na carta de Filipe Mendes




Os republicanos emigrados em Paris  -  1927








sexta-feira, 12 de abril de 2013






Recordar JOSÉ FALCÃO!

Já em anreriores blogues nos temos referido à figura veneranda de  José Falcão  -  clicar aqui e aqui.

Reproduzimos uma interessante carta de José Falcão para Bernardino Machado (Espólio BM - Casa Comum  - Fundação Mário Soares  - clicar aqui), ambos professores catedráticos da Universidade de Coimbra. José Falcão regia a 5ª cadeira de Matemática, frequentada pelos alunos do 4º anos  -  "Descrição e usos de instrumentos ópticos. Astronomia prática.", e dirigia o Observatório Astronómico de Coimbra.

Desejamos tambem transcrever um texto de José Falcão sobre a "Comuna de Paris", que retirámos do "Almanaque A Vitória da República" de 1895.














           Meu Querido Machadinho
      Coimbra 9 de Maio de 1890

   Uma bronchite teimosa tem sido a causa de eu lhe não ter agradecido. Recebi o folheto, que li com profundo interesse pois que veio no momento em que eu acabava de ler as explorações de Wissman e Pogge, a que o folheto largamente se refere. Todavia o livro que eu queria conhecer não era aquele: era a obra do mesmo auctor, em que elle dá conta da sua missão na Lunda, mas, segundo vi no interessante folheto, essa obra ainda não está publicada.
   Li nos jornais que o Vilhena se ia ocupar largamente de Africa; se o meu amigo é das relações d'elle, aconselhe-o a ouvir o auctor do folheto que de certo lhe dará valiosos auxilios para adquirirmos e consolidarmos um dos mais ricos quinhões do continente africano: a região da Lunda, uma das mais ricas e formosas de Africa, em contacto com a provincia de Angola, tendo por visinho a norte e leste o inoffensivo estado do Congo, é uma presa fácil  por ora livre de complicações; digo por ora, porque se nos descuidarmos, os ingleses hão-de penetrar pelo sudeste, e fazem o que fizeram no Nyassa.
   É tambem de importancia capital ocupar o planalto do Bihé e a região que dahi se estende ao alto Zambéze: a empresa para nós é facil e barata, mas se nos descuidamos , perdemos toda a possibilidade de crear um vasto imperio africano, onde abundam os logares proprios à colonização da nossa raça. e onde os nossos filhos poderão encontrar uma vida farta, que a burocracia indigena, anemica e faminta, nunca lhes poderá offerecer.
   A sua nomeação pelo Collegio Scientifico não tinha oposição, a não ser da imbecil politica progressista, e de algum solitario invejoso, a quem o excesso da propria inveja inutilizava.
    Adeus, meu querido Bernardino e mande sempre o
               seu amigo
                                                          Jose Falcão 


























quinta-feira, 11 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013



António Sérgio
Correspondência com Bernardino Machado  -  III

Carta de António Sérgio de 7 de Março de 1928 (a data está escrita pelo punho de Bernardino Machado), emitida de Genebra, onde se encontrava como emissário à Sociedade das Nações dos emigrados oposicionistas portugueseses. Bernardino Machado então a residir em Cambo-les-Bains (Basses-Pyrénées) tinha dirigido um documento a propósito do empréstimo externo negociado pela Ditadura.