quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Para o Sérgio Carvalhão Duarte, com um abraço cordial!
Joaquim Ribeiro de Carvalho
Já corrigi o meu blogue do passado dia 30 de Janeiro, no qual tinha colocado a capa do livro "MALDITA SEJA A GUERRA" e a fotografia de Joaquim Ribeiro de Carvalho, como sendo de António Ribeiro de Carvalho. O meu obrigado ao Sérgio Carvalhão Duarte por me ter chamado a atenção para a incorrecção!

Dados biográficos reirados do "Almanaque Republicano"- clicar aqui
Funcionário público [chefe da secretaria da Inspecção das Escolas de Lisboa], jornalista, poeta e romancista, fez parte do Partido Republicano Português (P. Democrático), e ainda, do Partido Evolucionista, do Partido Nacionalista, Partido Liberal e da Acção Republicana. Foi (sempre) deputado pelo círculo de Leiria, exceptuando o período de 1918 (Sidonismo) e em 1925, onde surge como candidato independente. Em 1926, no pronunciamento militar, vai para a ilha da Madeira, regressando (1930) para (de novo) ocupar o lugar de director do jornal República.
Foi membro activo da Carbonária portuguesa. Esteve presente na proclamação da República, feita na Câmara Municipal de Lisboa. Funda, pouco depois, o Centro Radical Português. Em 1911 é iniciado [cf. A.H. Oliveira Marques, Dicionário da Maçonaria, 1986] na maçonaria, no triângulo nº143 de Erra (concelho de Coruche) com o nome simbólico de Liberto. Transita depois para a Loja Evolutiva (de Coruche) e, mais tarde na ditadura, está (1929) na Loja Acácia de Lisboa e, depois, na Loja Cândido dos Reis, também de Lisboa.
Foi membro da Academia das Ciências, participou na comissão organizadora da edificação do monumento a António José de Almeida [a que presidia Gago Coutinho], dirigiu a Biblioteca de Educação Moderna, foi sócio da Sociedade Nacional Tipografia a que pertencia o jornal O Século (1921-22).
Colaborou em diversos periódicos: Alma Nova (1913), Amanhecer (Leiria, 1924 onde escrevia José Loureiro Botas), O Arauto (Lisboa, 1902), Ave Azul (Viseu, 1899-1900), Boémios (Porto, 1899), O Campeão (Porto, Novembro 1899-1901), O Comércio de Barcelos (1911), A Crónica (1900-1906, Lisboa), O Diabo (Lisboa), O Domingo (Angra Heroísmo, 1909-1911), Estrela do Minho (Famalicão, 1895-1960), Germinal (Porto, 1901-02, no nº 1 e poesias no nº 2 e 12), Gil Braz (Lisboa, 1898-1904), O Grande Elias (Lisboa, 1903-1905), O Jornal (1902-06), O Liberal (1918-21, onde foi propr. e dir.), Mala da Europa (Lisboa, 1894-1916), Nova Aurora (Tábua, 1900-1905), A Palavra (1922, diário monárquico), Quadras do Povo (Lisboa, 1909), República (que dirigiu entre 1920-24 e 30-42, tendo sido quem chamou José Rodrigues Miguéis ao jornal, onde vai escrever a coluna "Poeira da Rua"), A República Portuguesa (1910-11, diário republicano da manhã, de que foi fundador), Revista Internacional (Lisboa, 1903-04), Revista Literária Cientifica e Artística (supl. O Século, 1902-05), O Rosmaninho (Porto, 1900), Vimaranense (Guimarães, 1915-19), Zig-Zag.
Dados biográficos do "Dicionário de Maçonaria Portuguesa" - vol. I - de Oliveira Marques
Dados biográficos da "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira" - vol. XXV
Directório do partido republicano, da esquerda para a direita: Joaquim Ribeiro de Carvalho, jornalista, Marinha de Campos, ofical da Marinha, José Barbosa, Eusébio Leão, José Relvas, Malva do Vale e Inocêncio Camacho
(Arquivo Municipal de Lisboa)
Retirado da Casa Comum - Fundação Mário Soares
Pasta:
04504.001.056 Remetente:
A. Sousa, Secretário da Loja Montanha Destinatário:
José António Simões Raposo Jr. Assunto:
Iniciação de Ribeiro de Carvalho. Data:
c. Outubro de 1910 Tipo Documental:
Correspondencia Página(s): 1
Cacém - Quinta da Bela Vista - Casa de Joaquim Ribeiro de Carvalho - Fotografia de António Neves (31 de Julho de 2007)
Carta de Joaquim Ribeiro de Carvalho para Bernardino Machado (do espólio da Família Machado Sá Marques - Fundação Mário Soares)
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Uma caricatura de Bernardino Machado, desenhada em 1907 por um jovem de 13 anos!
Tive muitas vezes a satisfação de receber, de pessoas gentis, ofertas de objectos e iconografia diversa respeitante a meu Avò Bernardino Machado.
Encontrei no espólio doado pela Família Machado Sá Marques à Fundação Mário Soares - clicar aqui - uma caricatura de Bernardino Machado feita pelo Eng. Armando Ferreira, quando tinha 13 anos de idade, desenhada para o jornal "O Riso", que compunha com seu irmão Luís, de 11 anos.
Foi o filho de Luís Ferreira, João Guerra Falcão Ferreira, utente dos Serviços Médicos da Caixa de Previdência dos TLP, que me ofereceu, em 9 de Outubro de 1975, esta "relíquia".

sábado, 2 de fevereiro de 2013
Para a Rita!
Recordando Francisco Grandela - V
Da página oficial da Biblioteca Nacional de Portugal - Memória-liberdade - clique aqui
Francisco Grandela
Francisco de Almeida Grandela, filho de médico de província e marçano aos 11 anos de idade, foi o fundador, em 1881, da Loja do Povo que constituiu a primeira experiência comercial daquele que viria a ser o dono dos célebres Armazéns Grandella, em Lisboa. Modelando o seu ambicioso projecto pelo exemplo dos armazéns Printemps parisienses, prosperou rapidamente. Fundou o Teatro da Rua dos Condes e o célebre Club dos Makavenkos sobre que deixou impressas as respectivas Memórias (1919). Republicano convicto, amigo íntimo de Afonso Costa, veio a ser um dos principais defensores e mecenas do regime implantado a 5 de Outubro de 1910.
PINHEIRO, Rafael Bordalo, 1846-1905
[Carta], 1903 Jun. 14, Caldas da Rainha [a Francisco Grandela, Porto] / Raphael Bordallo Pinheiro. — [1] p. ; 27 x 21 cm
Autógrafo a tinta preta, assinado. — Papel timbrado da «Fabrica de Faianças das Caldas da Rainha […]». — Agradece o artigo publicado no Passatempo — revista quinzenal ilustrada, propriedade dos Armazéns Grandela — elogiando a óptima reprodução do seu retrato e lamentando não poder ir ao Porto ver o amigo, pois «[…] a maldita paixão do theatro leva-me hoje mesmo a Lisboa para ter o prazer de ver o Antoine nas três récitas que dá em Lisboa». Refere-se ao actor e director do teatro francês André Antoine (1858-1943) que, de 14 a 16 de Junho de 1903, esteve em Lisboa com a sua companhia, representando seis peças no Teatro D. Amélia. Comentando os aplausos de que tem sido alvo, acrescenta: «Não me esqueço que foram iniciados pelo meu amigo, no magnífico jantar dos Makavenkos, em que eu tenho um célebre retrato, com as assignaturas de todos, que o meu amigo deve conservar, e que eu vou reclamar». O grupo dos Makavencos era uma sociedade gastronómica fundada em 1884 por Francisco de Almeida Grandela, com fins de solidariedade e beneficência. Reuniam-se na cave do Teatro da Rua dos Condes, dela fazendo parte, entre outros, o duque de Lafões (D. Caetano de Bragança), Bulhão Pato, Rafael Bordalo Pinheiro, D. Francisco de Sousa Coutinho e o almirante Ferreira do Amaral. Política e religião eram assuntos nunca discutidos, tendo o seu ex-líbris como divisa «Honni soit qui mal y pense».
CASTRO, José de, 1868-1929
[Carta], 1910 Ago. 11, [Lisboa a Francisco] Grandella, [Lisboa] / J. de Castro. [1] p. ; 17,5 x 13 cm
Autógrafo a tinta preta, assinado. — Papel timbrado do «Gr. Or. Lusitano Unido, Sup. Cons. da Maç. Portugueza gabinte do gr. Mestre. Particular». — José de Castro convoca Grandela, para uma reunião no dia 16 de Agosto, no seu escritório e informa-o também de que combinara «com o Freitas» ir a Tagarro no dia 21. Esta carta contém as seguintes anotações do punho de Francisco Grandela a tinta azul: «Trabalhos revolucionarios. 3.º (?) convite para a reunião da Commissão de resistência […]. Foi esta commissão, de que fiz parte, que reunio todos os elementos revolucionários de que resultou a revolução de 5 de Outubro de 1910 e proclamação da República. Pertenciam: Jose de Castro, Simões Raposo, Machado Santos, Dr. Miguel Bombarda, José Cordeiro Jr. e Francisco Grandella».

PORTUGAL. Ministro do Interior, 1910-1911 (António José de Almeida)
[Credencial passada a Francisco Grandela como representante do Governo da República Portuguesa] / Antonio José d’Almeida, ministro do interior. — 1911 Jul. 5. — [1] p. ; 18 x 11 cm
Autógrafo, a tinta preta, assinado por António José de Almeida. — Datado no final: «Lisboa e Camara dos Deputados aos 5 de Julho de 1911». — Papel timbrado da «Câmara dos Deputados» e ainda com o símbolo da monarquia (coroa). Sobre o mesmo, o carimbo a vermelho «Serviço da República». Com selo de lacre da «Assembleia Nacional Constituinte», na margem inferior.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Minha filha Rita ofereceu-me na passada semana o livro - "Ordens e Congregações Religiosas no contexto da I República".
Acabei de ler o capítulo - " A Maçonaria, as Congregações e a Questão Religiosa (Séculos XIX-XX)", escrito por Fernando Catroga, o qual transcrevo, com a devida vénia.
Óleo pintado por António Carneiro
Grande Oriente Lusitano
Para ler o texto, clicar por duas vezes sobre a imagem
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