domingo, 25 de março de 2012













Conforme estava programado, realizou-se na passada sexta-feira a segunda palestra, do ciclo de conferências - "A Maçonaria em Portugal do século XVIII ao século XXI", proferida pelo Professor Doutor João Alves Dias e intitulada - "Organização e Funcionamento: ritos, símbolos e graus".


 O Professor Doutor Norberto Ferreira da Cunha apresentou o conferencista
 O Professor Doutor João Alves Dias
A assistência à conferência



Transcrevemos, como habitualmente, o relato da sessão, feito pelo Dr. Amadeu Gonçalves no seu blogue - dopresente - ; clicar aqui para ler o texto.






sábado, 24 de março de 2012







 
Em 16 de Janeiro de 1916 é colocada a primeira pedra para a construção do Casino do Estoril pelo Presidente da República Bernardino Machado




O antigo Casino do Estoril





















sexta-feira, 23 de março de 2012













"No próximo dia 21 de Abril, pelas 16h00, no Museu Bernadino Machado, em Vila Nova de Famalicão, vai ser apresentado o III volume - II Tomo das Obras de Bernardino Machado. A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, o Museu Bernardino Machado e as Edições Húmus continuam, assim, com a publicação das Obras de Bernardino Machado, cujo II Tomo compreende os anos de 1908 a 1910, fase histórica que compreende o Regicídio até à Implantação da República em Portugal, no dia 5 de Outubro de 1910, na intensidade da ditadura franquista. Com a coordenação científica do Professor Norberto Ferreira da Cunha (coordenador científico do Museu Bernardino Machado), o II Tomo das Obras de Bernardino Machado, que corresponde à sua produção textual política, alia-se a uma intensa actividade de propaganda republicana por parte de Bernardino Machado, cognominando-o a imprensa como sendo o “apóstolo da democracia e grande educador”.

O II Tomo da obra política de Bernardino Machado contém, desta forma, textos como “A Concentração Monárquica” (1908), “Eleições Locais” (1908), “Orientação e Táctica Republicana” (1909), “A Lógica dos Acontecimentos” (1910), “A Monarquia e a Tutela Estrangeira” (1910) e “Pela República: 1908-1909 – II” (1910), volumes já completamente esgotados no plano editorial, sendo agora republicados. Paralelamente, o II Tomo vai ter, igualmente, textos e entrevistas de Bernardino Machado publicados apenas uma única vez na imprensa (nacional e estrangeira), caso de jornais como “A Beira”, “O Imparcial”, “Diário de Notícias”, “O Mundo”, “Vanguarda”, “República”, “O Norte”, “Voz Pública”, “A Luta”, “O Primeiro de Janeiro” e de “O Século”; por seu turno, dos jornais internacionais temos textos, principalmente entrevistas, publicados em “Le Matin” (França), “Diário Português” (Rio de Janeiro) ou no “Haroldo de Madrid” e no jornal “Huelva” (Espanha).

Para além desta característica deste II Tomo, os textos que o compõem reflectem a sua actividade no campo da propaganda eleitoral pelo ideal republicano (acreditando Bernardino Machado que a revolução deveria ser mais um acto político do que um acto militar), discursando um pouco por todo o País, de norte a sul, seja nas eleições municipais ou nas eleições para o Parlamento, muitas vezes em centros republicanos já existentes e em outros que inaugura. Vejamos este último caso: Grupo Republicano França Borges, Grupo Democrático A Juventude Republicana, Centro Republicano João Chagas, Centro Escolar Republicano A Luta, Centro Republicano de Abranches, Centro Republicano Dr. Machado (Porto, V. N. de Famalicão), Centro Republicano do Lavradio, Centro Republicano Basílio Teles, Grupo da Mocidade Democrática Guerra Junqueiro, Centro Republicano Guilherme Braga, Centro Republicano de Pontevel e Centro Democrático de Montemor-o-Novo. Do primeiro caso, temos, por exemplo, a actividade discursiva de Bernardino Machado no Grémio Republicano Federal, na Comissão Municipal Republicana, Centro Republicano Latino Coelho, Escola 31 de Janeiro, Concentração Musical 24 de Agosto, Centro Republicano António José de Almeida, Centro Republicano das Mercês, Voz do Operário, Centro Republicano de S. Carlos, Associação dos Caixeiros de Lisboa, Centro Republicano Afonso Costa, Centro Republicano João Chagas, Centro Republicano Botto Machado, Centro Republicano Tomás Cabreira, Centro Republicano Alexandre Braga e em tantos tantos outros. Muitas vezes, em plena campanha eleitoral, discursa três vezes no mesmo dia em locais diferentes!

O II Tomo, para além da introdução do Professor Norberto Ferreira da Cunha, terá também, do mesmo, notas-de-rodapé explicativas relativamente aos acontecimentos históricos. A apresentação do II Tomo contará com a presença do Vereador da Cultura e Vice-Presidente da Câmara Municipal de V. N. de Famalicão, Dr. Paulo Cunha."

Trascrição do blogue - "dopresente" -  editado pelo Dr. Amadeu Gonçalves (Técnico-Superior do Museu Bernardino Machado) -  Clicar aqui



quinta-feira, 22 de março de 2012








Para o Miguel e a Rita

Uma carta de Afonso Costa para a sua filha Maria Emíla, escrita em Bayonne, durante o exílio (21 de Abril de 1931), na qual descreve a figura de Bernardino Machado aos 80 anos.
Bernardino Machado residia em Beyris, na "Villa Pré Fleuri", muito perto de  Bayonne.

"... Cá estou na velha Bayonne, que alguns judeus portugueses outrora vieram habitar, tal-qualmente o tem feito ultimamente alguns emigrados, uns e outros expulsos do território pátrio. É verdade que agora  já aqui há poucos portugueses, de uma e de outra espécie. Mas a qualidade supra a quantidade. Dos judeus resta o célebre Gommes, principal banqueiro da terra. Dos políticos só cá está o Dr. Bernardino e a sua família. Depois dos meus trabalhos no Tribunal, que continuam depois de  amanhã, fui naturalmente visitar o nosso compatriota insígne. Está fresco, bem disposto, vivo e brilhante como se tivesse 50 anos. E já fez 80! A sua inteligência está perfeita. A sua memória é maravilhosa, não só para os factos antigos, como acontece com os velhos, mas para os recentes. Nada lhe escapa, de nada se esquece. Lê uns 25 ou 30 jornais por dia, escreve ou dita inúmeras cartas, recebe todas as pessoas que o visitam, e ainda lhe fica tempo para estar escrevendo mais um folheto! É simplesmente maravilhoso. Eu, que o conheço desde há 30 e tantíssimos anos, posso atestar que ele está agora tão inteligente e com a cabeça tanto no seu lugar como durante  o Governo Provisório, em 1910-1911..."





A Villa Pré Fleuri
Meu Avô em Beyris,  com (á sua direita) meu tio Bento, minha Avó Elzira, minha tia Gigi e seu marido Aquilino Ribeiro
O  Avô Bernardino em Beyris, com minha irmã Manuela, a prima brasileira Gleida, e minha prima Maria Mendes Machado (da esq. para a dir.)
O Avô Bernardino em Beyris (29 de Março de 1931) com seu neto Aquilino





quarta-feira, 21 de março de 2012




Com um apertado abraço para o António Valdemar




Acabo de ver esta exposição, onde deixei registada, no "livro dos visitantes", a minha gratidão e onde sugeri a necessidade da sua divulgação, com a impressão dum catálogo reproduzindo todos os quadros expostos.















Bernardino Machado e o Sidonismo




Bernardino Machado regressa do primeiro exílio, chegando a Portugal em 15 de Agosto de 1919. Em eleição suplementar (Outubro de 1919) é eleito Senador pelo distrito de Lisboa, tomando assento no Senado em 4 de Novembro de 1919.
Na sessão do Senado de 5 de Dezembro de 1919 envia para a mesa uma proposta e duas notas, referentes ao sidonismo, que transcrevemos do Diário do Senado:








segunda-feira, 19 de março de 2012







A reacção!









Bernardino Machado - O Militarismo. La Coruña, 1927

Bernardino Machado - O Acto Colonial da Ditadura. Bayonne, Agosto de 1930 


Bernardino Machado - Pela Independência e pela Integridade de Portugal. Manifesto à Nação. Mónaco, Janeiro de 1937